terça-feira, 19 de setembro de 2023

Velhos conhecidos nossos


Elas chegam de maneira inesperada.

Assaltam o castelo da tranquilidade íntima e se tornam salteadoras da paz.

Inesperadas, não enviam aviso prévio, nem anunciam dia e hora da interferência, em assuntos da vida privada.

São como tempestades destruidoras; terremoto debaixo dos pés; inundação de chuvas torrenciais na seara de cada um, transformando os campos em lodaçal ou pântano imprestável.

Afugentam os amigos.
Arrebentam as portas, permitindo a entrada de outros cúmplices.

Quebram o telhado, derrubam muros e desfolham as árvores da paciência.
Pisoteiam os ramos floridos do jardim, tornando a primavera em cinzentos outonos de folhas mortas.

Transformam-se em amargas provações.
Difíceis testemunhos.
Quase insuperáveis expiações.

Não são demônios, entidades sombrias ou feiticeiras dos castelos medievais, voando em suas vassouras sobre nossas cabeças, com suas risadas terríveis.

São velhos conhecidos nossos, despertados por gatilhos emocionais ou autorizados pela Excelsa misericórdia a nos visitar em tarefa de despertamento.

Escurecem os céus de brigadeiro, revoltam as águas do mar calmo onde antes navegávamos, alterando nossa rota para traiçoeiros recifes em praias desconhecidas.

Não são nossos desconhecidos.
São inquilinos que admitimos em nossa hospedaria íntima em algum instante da caminhada.
Ocupam um quarto e ignoram o dia da partida.

Respiram a mesma atmosfera psíquica do proprietário da pousada.
Comem na mesma mesa, possuem enorme afinidade de prazeres e objetivos existenciais.

E nós lhes damos nomes diferentes da sua real identidade.

Ao egoísmo chamamos proteção.

A vaidade denominamos cuidado corporal.

A arrogância apresentamos como defesa justa.

A tirania deixamos passar como autoridade e disciplina.

Ao ciúme conferimos a carteira de identidade de amor.

Onde a Divindade que não nos socorre quando da visita dessas fúrias?

Quem nos protegerá diante de tão severas tempestades?

* * *
Levantava-se um grande temporal, com vendaval e ondas rebentando contra o barco, que estava praticamente repleto de água.

Jesus dormia deitado na parte traseira do barco, com a cabeça em uma almofada.

Percebendo, no entanto, o desespero dos discípulos despreparados, despertou e ordenou ao vento e ao mar:

Aquietai-vos!

A tempestade parou e fez-se uma grande calmaria.

* * *
O Evangelho de Jesus e Sua proposta de amor são nossa grande proteção contra os temporais causados por esses velhos conhecidos nossos.

O trabalho no bem permite encarar as tormentas sem o medo que paralisa, administrando tudo com seriedade e responsabilidade.

Chegará o dia em que domaremos nossas más inclinações assim como o Mestre domou o mar bravio e o vento descontrolado.

Chegará o dia em que seremos capazes de dizer: "Aquietai-vos!" Para a alma intempestiva, para o desejo incontrolável, para o egoísmo que nos separa de nosso próximo.

Sigamos Jesus e esse dia não demorará muito.

Com Jesus, toda fúria, que surge, trabalha nossa personalidade, nos aprimora e passa.

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Redação do Momento Espírita, com citação de trechos da mensagem do Espírito Marta, psicografia de Marcel Mariano, em Salvador.
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19 de setembro

EU SOU a fonte de toda a vida.

Quando você entra no Meu ritmo, tudo flui suavemente.

Muitas almas se perguntam por que a vida é tão cheia de altos e baixos, por que acontece tanta coisa errada, e culpam tudo e a todos menos a si próprias.

Se você se recolher e se indagar por que você está em desarmonia com a vida, descobrirá que frequentemente é porque você não está dando atenção às suas prioridades e não está se permitindo os momentos de silêncio e quietude que Eu lhe peço para que você encontre sua paz.

É preciso tempo, paciência, fé e crença. Significa que você tem que aprender a se aquietar.

Eu quero que você aprenda a achar as respostas para seus problemas sozinho coMigo.

Eu anseio para que você confie plenamente em Mim, para que perceba que sua força, sua sabedoria, sua compreensão, tudo vem de Mim.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Bem-aventurados os aflitos. Justiça das aflições

Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. — Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. — Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)

Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. — Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. — Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)

Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. — Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)

Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo.

Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. É, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade.

Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, itens 1 a 3.)
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O que devemos evitar


Abstém-se de fixar as deficiências do companheiro e procura destacar-lhe as qualidades nobres, nas quais se caracterizem de alguma forma.

Examina o bem, louva o bem e estende o bem quanto puderes.

A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo. Basta lhe ofereçamos o refúgio da compreensão e isso depende unicamente de nós.

Se te encontras na condição de peça na engrenagem de hoje, a que se acolhem tantas criaturas aflitas, não te entregues ao luxo do desânimo e, sim, trabalha servindo sempre. É preciso aprender a suportar os revezes do mundo, sem perder a própria segurança.

Haja o que houver, trabalha na edificação do bem e segue adiante.

Dor, na maioria das vezes, é o tributo que se paga ao aperfeiçoamento espiritual.

Dificuldade mede eficiência.

Ofensa avalia a compreensão.

A própria morte é nova forma de vida.

Resiste aos movimentos que tendam a desfibrar-te a coragem e mantém-te de pé na tarefa a que a vida te buscou.

Recorda que tudo se altera para o bem.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Paz
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Compaixão


Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas.
É quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias.

Compaixão - manifestação de um coração aberto.
"Há mais felicidade em dar que em receber."
De bem-aventurado vem a palavra beato - do latim beatus, que significa "feliz".

Beatificar alguém é declará-lo na plenitude da felicidade;
por isso é que chamamos comumente de venturosas as pessoas felizes.
Cristo usava com frequência essa forma literária em seus discursos:
"Bem-aventurados são aqueles que...".

Essas bem-aventuranças eram e são a fórmula que o Mestre Jesus recomendava para conquistar a verdadeira felicidade ou para alcançar uma vida plena.

Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas.
É quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias.

Se quisermos a paz do mundo, sejamos pessoas felizes.
O bem-aventurado é um agente da paz, pois as criaturas maduras possuem uma compassiva "noção de vida".

Por isso, afirmam os Espíritos Benevolentes:

"(...) aquele que vê claramente as coisas tem uma ideia mais justa do que o cego.
Os Espíritos vêem o que não vedes; eles julgam, pois, de outro modo que vós, mas, ainda uma vez, isto depende da sua elevação."

Ao abrirmos o coração para alguém, vivenciamos uma forma de empada
— sentimos o que ele sentiria caso estivéssemos vivenciando a sua situação.
Isso é uma questão de ressonância.
Só podemos apoiar e cooperar se nossos estados interiores forem sensibilizados;
apenas podemos compartilhar a alegria ou a tristeza de alguém se elas também nos tocarem.

Se não nos permitimos sentir medo, amor, tristeza ou alegria, não podemos reagir a esses sentimentos diante das pessoas e podemos até duvidar de que elas os estejam experimentando.

Compaixão está associado a empatia.
Perde o bom senso quem não estabelece limites nos bens que vai dar ou receber.
Alguns de nós fazemos favores ou concedemos benefícios aos outros sem critério ou fundamentação alguma.

No entanto, empatia não é medir ou julgar alguém por nós.
Não é nos colocarmos no lugar da criatura e ficarmos ilusoriamente imaginando seu sofrimento.
Empatia é o contacto directo do nosso coração com o coração de outro ser humano.

A ajuda verdadeiramente sapiencial é aquela que permite que as pessoas à nossa volta aprendam a se desenvolver, solucionando suas dificuldades por si mesmas.

O ser compassivo não invade a vida alheia.
Os indivíduos só mudam quando estão prontos para mudar.
Algumas religiões podem distorcer nossa concepção de mundo, utilizando a culpa ou o fanatismo como forma de nos controlar ou de nos forçar a doar coisas.

A viseira do emocionalismo pode nos levar à frustração e ao desapontamento.
Podemos ser coagidos a conceder benefícios ou participar de doações materiais, usando uma forma distorcida de compaixão.

Muitos de nós nos doamos porque esperamos receber em troca atenção e respeito de outras pessoas.
Isso não é ajuda real nem mesmo está unido ao amor; mais se assemelha a uma forma de barganha, seguida de eternas cobranças.

Para que possamos cooperar efectivamente com alguém, é preciso abrirmos mão de nossa arrogância salvacionista, a de acreditar que a redenção das almas que amamos depende, única e exclusivamente, de nosso desempenho e de nossa dedicação.

Cada pessoa é uma obra-prima de Deus e, quando subestimamos a força divina que há no outro, nossos relacionamentos ficam anêmicos e áridos.

A compaixão salvaguarda a liberdade de sentir, pensar e agir.
Os bem-aventurados aos quais se referia Jesus são felizes porque reconheceram que não devem viver de forma ególatra;
devem viver, sim, uma existência de
auxílio a si mesmos e ao bem comum.

Compaixão é o desenvolvimento do sentimento de fraternidade que move o ser fraterno a ter uma noção ética com vistas à integração e à solidariedade entre as pessoas.

Os Espíritos têm do presente uma ideia mais precisa e mais justa que nós?

"Do mesmo modo que aquele que vê claramente as coisas tem uma ideia mais justa do que o cego.
Os Espíritos vêem o que não vedes; eles julgam, pois, de outro modo que vós, mas, ainda uma vez, isto depende da sua elevação."

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OS PRAZERES DA ALMA - HAMMED / FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
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Como relacionar-se harmonicamente com diversas personalidades


Não existem maridos e esposas, pais e filhos, dirigentes e dirigidos, amigos e parentes. Somos todos professores e alunos, partilhando a mesma Escola da Vida, aprendendo uns com os outros. Os papéis que representamos na atual encarnação são aspectos passageiros da personalidade humana, que ocultam a nossa essência verdadeira. Se pudermos enxergar o que há por trás dessa máscara transitória, aí então compreenderemos a razão de nossos relacionamentos – encontros, reencontros e desencontros; e descobriremos seu significado real.

Nossas necessidades de ascensão evolutiva atraem para nossas vidas indivíduos que têm interiormente fragmentos de lições ou de advertências que precisamos assimilar.

Nossos traços de personalidade são caracterizados pela forma costumeira através da qual percebemos o meio ambiente e a nós mesmos, assim como pela nossa habitual maneira de nos comportar e reagir diante do mundo.

O caráter distintivo das pessoas é um produto complexo das influências do meio em que viveram desde os primeiros dias como bebê (em alguns casos, mesmo antes, no próprio ventre materno) somado às predisposições inatas (resultado de vidas pretéritas).

Ninguém escolhe ter um temperamento complicado intencionalmente. Quem buscaria, de propósito, edificar para si uma personalidade hipersensível, obsessivo-compulsiva, narcisista, possessivo-agressiva, superdependente, maníaco-depressiva, excessivamente ansiosa ou obcecada por detalhes?

Precisamos compreender e respeitar as dificuldades de mudança das criaturas. Mudar implica longo processo de “demolição / reconstrução”. Não se trata apenas de escutar certas regras de conduta, mas sim de desembaraçar-se de outras tantas acumuladas nas noites do tempo.

Portanto, com que direito decidimos o que está certo ou errado e impomos isso a alguém? Muitos de nós temos o hábito de dar “lições de moral” aos outros. Na vida, cabe-nos tão só promover diálogos fraternos de ajuda mútua; encontros sinceros de alma para alma.

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Hammed
Livro: Conviver e Melhorar: Como relacionar-se harmonicamente com diversas personalidades - Lourdes Catherine / Batuíra - Francisco do Espírito Santo Neto
Introdução
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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

E olhai por vós



“E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados desta vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.” - Jesus. (Lucas, 21:34.)

Em geral, o homem se interessa por tudo quanto diga respeito ao bem-estar imediato da existência física, descuidando-se da vida espiritual, a sobrecarregar sentimentos de vícios e inquietações de toda sorte. Enquanto lhe sobra tempo para comprar aflições no vasto noticiário dos planos inferiores da atividade terrena, nunca encontra oportunidade para escassos momentos de meditação elevada. Fixa com interesse as ondas destruidoras de ódio e treva que assolam nações, mas não vê, comumente, as sombras que o invadem. Vasculha os males do vizinho e distrai-se dos que lhe são próprios.

Não cuida senão de alimentar convenientemente o veículo físico, mergulhando-se no mar de fantasias ou encarcerando-se em laços terríveis de dor, que ele próprio cria, ao longo do caminho.

Depois de plasmar escuros fantasmas e de nutrir os próprios verdugos, clama, desesperado, por Jesus e seus mensageiros.

O Mestre, porém, não se descuida em tempo algum e, desde muito, recomendou vele cada um por si, na direção da espiritualidade superior.

Sabia o Senhor quanto é amargo o sofrimento de improviso e não nos faltou com o roteiro, antecedendo-nos a solicitação, há muitos séculos.

Retire-se cada um dos excessos na satisfação egoística, fuja ao relaxamento do dever, alije as inquietações mesquinhas - e estará preparado à sublime transformação. Em verdade, a Terra não viverá indefinidamente, sem contas; contudo, cada aprendiz do Evangelho deve compreender que o instante da morte do corpo físico é dia de juízo no mundo de cada homem.

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 Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Vinha de Luz. 
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18 de setembro

Sua vida vai bem?

Você está satisfeito com o que está fazendo?

Você está satisfeito com o mundo ou sua vida é cheia de altos e baixos?

Você está insatisfeito com a maneira como está vivendo ou com seu trabalho?

É difícil se harmonizar com as almas à sua volta?

Você culpa essas pessoas e o ambiente em que vive pela sua insatisfação e descontentamento?

Você acredita que se sentiria bem e em paz se fosse outra pessoa?

Quando existe uma perfeita paz em seu interior, não importa onde você está, nem com quem, nem que tipo de trabalho corriqueiro você está fazendo.

Nada será capaz de lhe perturbar ou abalar, porque você está perfeitamente equilibrado e harmonizado interiormente.

Em vez de lutar contra os acontecimentos, aprenda a fluir com eles, encontrando, assim, em seu interior, paz e compreensão.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Progressão dos mundos

O progresso é lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.

Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a Natureza permanece estacionário. Quão grandiosa é essa idéia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam! Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus.

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– Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III, item 19.)
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Viver em Paz


Não desertes do caminho que Deus te deu a trilhar.

Nem te distancies dos compromissos assumidos.

Se queres viver em paz, cumpre com a tua obrigação de cada dia.

Valoriza o teu esforço e o dos outros.

Não menosprezes a tarefa, por mais insignificante te pareça.

As coisas grandes surgem das pequeninas.

O Universo alicerça-se no átomo.

Observa a simplicidade da Vida e entra em sintonia com ela.

Escuta a música das fontes, contempla as flores que desabrocham nos campos.

Não te angusties pelo amanhã.

Viver com alegria significa saúde e paz.

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Irmão José
Carlos A. Baccelli
Obra: Vigiai e orai
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MIGALHA E MULTIDÃO


"E tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão."
- (Mateus, 14:19 .)

Ante o quadro da legião de famintos, qualquer homem experimentaria invencível desânimo, considerando a migalha de cinco pães e dois peixes.

Mas Jesus emprega o imenso poder da bondade e consegue alimentar a todos, sobejamente.

Observemos, contudo, que para isso toma os discípulos por intermediários.

O ensinamento do Mestre, nesse passo do Evangelho, é altamente simbólico.

Quem identifica a aluvião de males criados por nós mesmos, pelos desvios da vontade, na sucessão de nossas existências sobre a Terra, custa a crer na migalha de bem que possuímos em nós próprios.

Aqui, corrói a enfermidade, além, surge o fracasso, acolá, manifestam-se expressões múltiplas do crime.

Como atender às necessidades complexas?

Muitos aprendizes recuam ante a extensão da tarefa.

Entretanto, se o servidor fiel caminha para o Senhor, a migalha de suas luzes é imediatamente suprida pelo milagre da multiplicação, de vez que Jesus, considerando a oferta espontânea, abençoar-lhe-á o patrimônio pequenino, permitindo-lhe nutrir verdadeiras multidões de necessitados.

A massa de nossas imperfeições ainda é inaquilatável.

Em toda parte, há moléstias, deficiências, ruínas ...

É imprescindível, no entanto, não duvidar de nossas possibilidades mínimas no bem.

Nossas migalhas de boa-vontade na disposição de servir santamente, quando conduzidas ao Cristo, valem mais que toda a multidão de males do mundo.

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EMMANUEL
CHICO XAVIER
Obra: Vinha de luz
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Oração do perdão

Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham a minha evolução, dedicarei alguns minutos para perdoar.

A partir deste momento, eu perdoo todas as pessoas que de alguma forma me injuriaram, me prejudicaram ou me causaram dificuldades desnecessárias.

Perdoo sinceramente quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me ridicularizou, me humilhou, me amedrontou, me iludiu.

Perdoo especialmente, quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente, para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada.

Reconheço que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter.

Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.

Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos.

Iniciei agora uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente.

Queremos compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós.

Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas.

Se por acaso pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente.

Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, por isso me ajudou a sair do nível comum ao nível espiritualizado em que estou agora.

Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei ao Criador que as perdoe também, evitando que elas sejam castigadas pela lei de causa e efeito, nesta vida ou em futuras.

Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas.

Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente ou inconscientemente, eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei.

Analisando e fazendo julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor de minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor.

Sinto-me em paz com minha consciência e de cabeça erguida respiro profundamente, prendo o ar e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao Eu Superior.

Ao relaxar, minhas sensações revelam que este contato foi estabelecido.

Agora, dirijo uma mensagem de fé ao meu Eu Superior, pedindo orientação, proteção e ajuda, para a realização, em ritmo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual já estou trabalhando com dedicação e amor.

Agradeço, de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir trabalhando para o bem do próximo, atuando como agente catalisador do Entusiasmo, Prosperidade e Autorrealização.

Tudo farei em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Criador eterno, infinito, indescritível que eu, intuitivamente, sinto como o único poder real, atuante dentro e fora de mim.

Assim seja, assim é e assim será.

Assim seja! Amém!

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Fonte: Cinestesia do Saber
- Renato Siqueira
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Pequeninas grandes dádivas


A beneficência possui uma lista de pequeninas grandes dádivas, dentre as quais mencionamos algumas que não nos será lícito esquecer:

o auxílio, mesmo diminuto, nas tarefas socorristas;

algumas horas de trabalho espontâneo e gratuito, na execução das boas obras;

uma frase de esperança, um gesto de otimismo;

o silêncio, perante qualquer toque de agressão;

ouvir perguntas infelizes com paciência;

aceitar os amigos, como são, sem exigir que nos sigam em nosso modo de ser;

honrar os adversários com respeitoso apreço;

calar-se para que outros falem;

prestar serviço sem aguardar atenções;

oferecer alguns minutos de reconforto aos doentes;

considerar a importância dos impulsos construtivos que comecem a surgir nos principiantes da fé;

esquecer boatos alarmantes;

algum ato de renúncia, em benefício da paz alheia;

apequenar-se para que outros se destaquem;

um sorriso amigo que dissipe as nuvens da hora difícil;

rearticular essa ou aquela informação, sempre que preciso, sem perder o espírito de gentileza;

exercer tolerância e afabilidade, dentro de casa, na mesma disposição com que se guarda semelhantes qualidades nos encontros sociais;

repetir as palavras “desculpa-me” e “muito obrigado”, tantas vezes quantas se fazem necessárias, nas horas do dia a dia.

Na chamada beneficência menor, estão os agentes indispensáveis à edificação da caridade, porque, em se atendendo às pequeninas grandes dádivas, é que aprenderemos a distribuir as grandes dádivas, na seara do bem, como se fossem pequeninas.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção
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domingo, 17 de setembro de 2023

Um inimigo só


Quando a luz do conhecimento evangélico penetra o plano obscuro de nossa mente, estabelece-se a divisão, no mundo de nossa alma, entre o bem e o mal, entre a claridade e a sombra.

Compreendemos, então, que o nosso conceito de paz se modifica. E, observamos, espantados, a paz do cofre recheado de ouro, que se transforma, com o tempo, em aflição da avareza;  do excessivo reconforto da carne que, não raro, se converte em moléstia infeliz;  da alegria da herança amoedada que, frequentemente, desaparece em amarga tortura mental; do contentamento da posse efêmera que, pouco a pouco, dá lugar a lamentável escravidão do espírito; da mentirosa segurança do poder humano que, cedo, se mergulha na pesada corrente do desencanto…

 Chegamos, desta forma, a entender que a paz fictícia da morte moral acompanha sempre os iníquos e os perversos, os maus aparentemente triunfantes e os enganados de todos os matizes que despertam, invariavelmente, nos espinheiros da dor e da desesperação.

Por isso mesmo, a revelação do Evangelho em nós, na profunda intimidade de nossa alma, é guerra — luta imensa — que nos compele ao aprimoramento incessante e se nos vemos, realmente, muitas vezes, separados de nossos familiares e de nossos laços mais queridos ao coração, segundo o ensinamento da Boa Nova, somos obrigados a reconhecer que nesse combate sem sangue do nosso campo interior, somente possuímos um grande inimigo — o nosso próprio “eu” — separado da verdade divina, que precisamos reestruturar, nos moldes sublimes do nosso Divino Mestre, a golpes de sacrifício pessoal, a fim de que nos coloquemos ao encontro da grande fraternidade, para a vitória plena do amor em nosso espírito, em marcha sublime para a nossa destinação de filhos de Deus, na felicidade da Vida Imortal.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Refúgio
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17 de setembro

EU SOU o amor.

Para Me conhecer você deve ter amor em seu coração; sem amor você não pode Me conhecer.

Mantenha o amor fluindo livremente e aprenda a amar o que você faz; ame o ambiente em que vive e todos aqueles que o rodeiam.

O amor que você dá nunca é demais, portanto não tenha medo e não tente se esquivar do fluxo de amor, mesmo que outros o rejeitem.

Quando isto acontece, é fácil fechar os olhos e se retrair, com medo de ser ferido.

Não seja assim, você só se sentirá endurecido e amargo, e nesse estado não será capaz de ajudar outras almas, porque ninguém é atraído para alguém com um coração duro e sem amor.

Use sabedoria e compreensão conjuntamente com o amor e mantenha um equilíbrio perfeito.

A lição primordial da vida é aprender a amar. Não perca tempo e aprenda a lição depressa.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Parábola do mau rico

Havia um homem rico, que vestia púrpura e linho e se tratava magnificamente todos os dias. — Havia também um pobre, chamado Lázaro, deitado à sua porta, todo coberto de úlceras, — que muito estimaria poder mitigar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico; mas ,ninguém lhas dava e os cães lhe viam lamber as chagas.

Ora, aconteceu que esse pobre morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. O rico também morreu e teve por sepulcro o inferno. — Quando se achava nos tormentos, levantou os olhos e via de longe Abraão e Lázaro em seu seio — e, exclamando, disse estas palavras: Pai Abraão, tem piedade de mim e manda-me Lázaro, a fim de que molhe a ponta do dedo na água para me refrescar a língua, pois sofro horrível tormento nestas chamas.

Mas Abraão lhe respondeu: Meu filho, lembra-te de que recebeste em vida teus bens e de que Lázaro só teve males; por isso, ele agora esta na consolação e tu nos tormentos.

Ao demais, existe para sempre um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que queiram passar daqui para aí não o podem, como também ninguém pode passar do lugar onde estás para aqui.

Disse o rico: Eu então te suplico, pai Abraão, que o mandes à casa de meu pai, — onde tenho cinco irmãos, a dar-lhes testemunho destas coisas, a fim de que não venham também eles para este lugar de tormento. — Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas; que os escutem. — Não, meu pai Abraão, disse o rico: se algum dos mortos for ter com eles, farão penitência. — Respondeu-lhe Abraão: Se eles não ouvem a Moisés, nem aos profetas, também não acreditarão, ainda mesmo que algum dos mortos ressuscite.

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(S. LUCAS, cap. XVI, vv. 19 a 31.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 5.)
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Sugestões no Caminho


Lamentar-se por quê?
... Aprender sempre, sim.

Cada criatura colherá da vida
não só pelo que faz, mas também
conforme esteja fazendo aquilo que faz.

Não se engane com falsas apreciações
acerca de justiça, porque o tempo é o juiz de todos.

Recorde:

tudo recebemos de Deus que nos transforma ou retira isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades.

A humildade é um anjo mudo.
Tanto menos você necessite, mais terá.
Amanhã será, sem dúvida, um belo
dia, mas para trabalhar e servir, renovar e aprender, hoje é melhor.

Não se iluda com a suposta
felicidade daqueles que abandonam
os próprios deveres, de vez que transitoriamente buscam fugir de si próprios como quem se embriaga para debalde esquecer.

O tempo é ouro, mas o serviço é luz.
Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós.

Não parar na edificação do bem, nem
para colher os louros do espetáculo, nem para contar as pedras do caminho.

A tarefa parece fracassar?
Siga adiante, trabalhando, que muita vez é necessário sofrer, a fim
que Deus nos atenda à renovação.

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André Luiz
Chico Xavier
Obra: Sinal verde
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Necessidade de orar


A Sua voz, há pouco, terminara de envolver os homens nas esperanças e consolações do soberano código das Bem-aventuranças.

O odor de santidade e o vigor da sabedoria, decorrentes da Sua magistral lição, ainda envolviam os ouvintes, quando seus discípulos dele se acercaram e um deles, comovido, interessado em compreendê-lo, interrogou:

Senhor, por que orais tanto? Sempre quando terminadas as tarefas, por que buscais o silêncio e penetrais na oração?

Havia sadia curiosidade no questionamento do discípulo devotado.

Relanceando o olhar em torno, e aplaudido pela musicalidade da natureza em festa, Ele respondeu:

A alma tem necessidade da oração, mais do que o corpo tem necessidade de pão. Orar é buscar Deus, pedindo Seu auxílio, para absorver resistências nos Seus recursos divinos.

O diálogo salutar prosseguiu e, mais à frente, surgiu novo questionamento por parte dos discípulos:

Mesmo vós - perguntou novamente o amigo - que sois o caminho para o Pai e o Seu Messias para a humanidade, tendes necessidade de orar?

A resposta do Mestre foi doce e poética:

A chama que ilumina gasta o combustível que a sustenta, e a chuva que irriga o solo retorna à nuvem de onde provém.

* * *
Jesus, a chama maior que já esteve entre nós, compreendia com perfeição a necessidade da conversa com o Criador, a necessidade deste contato constante com as esferas superiores.

A prece é o alimento do Espírito, desse ser imortal criado por amor e para amar.

A sintonia com as regiões mais elevadas nos confere novas energias, novo combustível, envolvendo-nos em vibrações de ânimo, de consolo, fazendo-nos mais fortes para enfrentar os nossos dias.

No ato de louvor devemos expressar carinho e reconhecimento, fluindo de nosso ser, de modo a produzir uma sintonia, mediante a qual transmitimos os sentimentos de exaltação do bem.

Quando pedimos, devemos colocar a Deus as reais necessidades de nossa alma, de modo que as solicitações não constituam uma imposição apaixonada, ou um capricho que não merece consideração.

E, finalmente, quando confiamos e agradecemos, é necessário o nosso reconhecimento por tudo aquilo que recebemos, muitas vezes até sem perceber.

Confiar na sabedoria Divina, em Seus desígnios, faz com que tenhamos fé, esta certeza íntima de que tudo sempre acontecerá para o nosso bem e que, no comando das Leis, da justiça do Universo, está o Pai soberanamente justo e bom.

* * *
Quando feitas de coração, todas as nossas preces recebem resposta.

Raramente percebemos, mas a Providência Divina tem formas muito diversas de entrar em contato conosco.

A resposta que buscamos pode estar na conversa com um amigo, nas linhas de um livro que manuseamos por acaso, nas lições de uma palestra, nos relatos trazidos por um filme, nos sonhos à primeira vista incompreensíveis, nas coincidências da vida que nos fazem parar por alguns instantes para pensar.
Deus, como Pai amoroso, jamais deixaria Seus filhos sem respostas.

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Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17, do livro Trigo de Deus, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER-15-09-2019
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Iluminemos o coração


Iluminemos o coração, com a lâmpada acesa do amor, cada vez que a nossa palavra se dirija aos irmãos desencarnados, ainda presos à turvação de consciência.

Lembremo-nos de que nos achamos, à frente de enfermos, requisitando-nos compreensão e carinho.

Quem se atreveria, em nome da bondade, a cercar um náufrago desditoso com o manto opressivo da curiosidade descaridosa, ao invés de oferecer-lhe pronto socorro? Não lhe bastaria o tormento da inquietação nas ondas escuras da morte?

Quem se dispõe ao amparo dos Espíritos amargurados, em desânimo e desespero, precisará erguer a própria alma à sublimidade do amor mais puro, a fim de socorrer com proveito.

Muitas vezes, as objurgatórias e as reprimendas dos grandes juízes não conseguem, junto dos irmãos transviados, um centímetro da renovação edificante, suscetível de ser alcançada pelo estímulo carinhoso de uma simples frase paternal.

Todos nós possuímos desafetos do passado.

A Terra ainda não é a residência das almas quitadas com a Lei.

Todos somos devedores ou doentes em reajuste.

Por isso mesmo, em nos comunicando com os adversários ou companheiros do pretérito ou do presente, mergulhemos a alma na fonte cristalina da boa vontade com Jesus, para que as nossas palavras não soem debalde.

Só o amor atravessa as paredes compactas do cárcere em que a ignorância se aguilhoa à penúria de espírito, conduzindo aos antros sombrios de nossos débitos a santificante claridade da libertação.

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Meimei
Chico Xavier
Obra: Sentinelas da alma
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