sábado, 10 de junho de 2017

Acalma-te


“...a Deus tudo é possível...” Jesus (MATEUS 19:26)

Seja qual for a perturbação reinante, acalma-te e espera, fazendo o melhor que possas.
Lembra-te de que o Senhor Supremo pede serenidade para exprimir-se com segurança.
A terra que te sustenta o lar é uma faixa de forças tranquilas.
O fruto que te nutre representa um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa.
Cada dia que se levanta é convite de Deus para que lhe atendamos à Obra Divina, em nosso próprio favor.
Se te exasperas, não Lhe assimilas o plano.
Se te afeiçoas à gritaria, não Lhe percebes a voz.
Conserva-te, pois, confiante, embora a preço de sacrifício.
Decerto, encontrarás ainda hoje, corações envenenados que destilam irritação e desgosto, medo e fel.
Ainda mesmo que te firam e apedrejem, aquieta-te e abençoa-os com a tua paz.
Os desesperados tornarão à harmonia, os doentes voltarão à saúde, os loucos serão curados, os ingratos despertarão...
É da Lei do Senhor que a luz domine a treva, sem ruído, sem violência.
Recorda-te que toda dor, como toda nuvem, forma-se, ensombra-se e passa...
Se outros gritam e oprimem, espancam e amaldiçoam, acalma-te e espera...
Não olvides a palavra do Mestre quando nos afirmou que a Deus tudo é possível, e, garantindo o teu próprio descanso, refugia-te em Deus.
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(Obra: Palavras De Vida Eterna - Chico Xavier/Emmanuel) 


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Cuidado!


"... mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças..."
- Marcos, cap. 4 - v. 32


Cuidado com o que semeamos!

Toda semente lançada à terra germinará, inevitavelmente.

As nossas palavras, uma vez pronunciadas, seguirão o seu curso, provocando reações segundo a natureza delas - não nos será possível recolhê-las dos ouvidos que as acolheram!

As decisões que tomarmos farão com que arquemos com as consequências correspondentes, inclusive assumindo parcela de responsabilidade pelas atitudes alheias que se inspirarem em nossas atitudes.

Antes de qualquer manifestação verbal ou prática, na vida cotidiana, as pessoas carecem de pensar e repensar inúmeras vezes.

Uma palavra ofensiva ou leviana pode desencadear um crime.

Um gesto intempestivo pode ter sérias repercussões.

A perturbação mental, quando aparece, quase sempre é o término de longo processo que se elaborou no tempo, sem que se procurasse reverter.

Aquilo a que alguém costuma não ligar importância, no que diz ou no que faz, é que lhe complica o destino.

Evitemos, inclusive, brincadeiras de mau gosto.

Uma piada com um subalterno talvez lhe seja causa de humilhação.

Um apelido depreciativo também é faltar com o respeito ao próximo.

A paz é uma conquista que é preciso trabalhar muito para se obter e, depois de obtida, é imprescindível trabalhar muito mais para conservá-la.
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(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)


quinta-feira, 8 de junho de 2017

O AUTO CASTIGO

Deus não castiga o suicida, pois é o próprio suicida quem se castiga. A noção do castigo divino é profundamente modificada pelo ensino espírita. Considerando-se que o Universo é uma estrutura de leis, uma dinâmica de ações e reações em cadeia, não podemos pensar em punições de tipo mitológico após a morte. Mergulhado nessa rede de causas e efeitos, mas dotado do livre arbítrio que a razão lhe confere, o homem é semelhante ao nadador que enfrenta o fatalismo das correntes de água, dispondo de meios para dominá-las.

Ninguém é levado na corrente da vida pela força exclusiva das circunstâncias. A consciência humana é soberana e dispõe da razão e da vontade para controlar-se e dirigir-se. Além disso, o homem está sempre amparado pelas forças espirituais que governam o fluxo das coisas. Daí a recomendação de Jesus: “Orai e vigiai”. A oração é o pensamento elevado aos planos superiores – a ligação do escafandrista da carne com os seus companheiros da superfície – e a vigilância é o controle das circunstâncias que ele deve exercer no mergulho material da existência.

O suicida é o nadador apavorado que se atira contra o rochedo ou se abandona à voragem das águas, renunciando ao seu dever de vencê-las pela força dos seus braços e o poder da sua coragem, sob a proteção espiritual de que todos dispomos. A vida material é um exercício para o desenvolvimento dos poderes do Espírito. Quem abandona o exercício por vontade própria está renunciando ao seu desenvolvimento e sofre as consequências naturais dessa opção negativa. Nova oportunidade lhe será concedida, mas já então ao peso do fracasso anterior.

Cornélio Pires, o poeta caipira de Tietê, responde à pergunta do amigo através de exemplos concretos que falam mais do que os argumentos. Cada uma de nossas ações provoca uma reação da vida. A arte de viver consiste no controle das nossas ações (mentais, emocionais ou físicas) de maneira que nós mesmos nos castigamos ou nos premiamos. Mas mesmo no auto castigo não somos abandonados por Deus, que vela por nós em nossa consciência.
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(Obra: Astronautas do Além - Chico Xavier/Herculano Pires) 







quarta-feira, 7 de junho de 2017

EM SEUS FILHOS E NETOS



"Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido senão
para ser revelado." - Marcos, cap. 4 - v. 22


São muitas as pessoas que se especializam em vasculhar a vida alheia.

No intuito de ocultar as suas, querem expor, de público, as feridas morais que dizem respeito às outras.

Não nos iludamos, porém. Um dia, tudo o que pretendemos esconder em nós, há, espontaneamente, de se revelar. E, então, clamaremos por complacência no julgamento de que formos alvo.

Jesus, no texto em análise, não se referia apenas à revelação da Verdade pela Ciência, que, gradativamente, solucionará os enigmas da vida no Universo.

O sentindo profundo de suas palavras encontra aplicação em nosso mundo moral.

Sendo assim, não nos façamos agentes da desventura do próximo, espalhando conversas sobre assuntos que, mesmo correspondendo à realidade, não nos cabe divulgar com o propósito de desmerecê-lo.

Sejamos benevolentes para com as fraquezas de nossos semelhantes, recordando que, não raro, o que censuramos em outros é passível de censura muito maior em nós mesmos.

Os que se empenham em destruir a vida de quem seja não sabem que trabalham na destruição da sua.

Tudo, de bem ou de mal, que fazemos ao próximo, fazemos a nós, como, possivelmente, também àqueles que mais amamos. Sim, porque o pensamento é irresistível força, atraindo para o campo de nossa vida todos os acontecimentos, positivos ou negativos, que desejamos aos outros.
 Quando não em si, muitos recebem de volta, em seus filhos e netos, a alegria ou a tristeza, a vitória ou a derrota que fizeram questão de exaltar em alguém.
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(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)

terça-feira, 6 de junho de 2017

LIVRE-ARBÍTRIO E CARIDADE




Nunca será demasiado entretecer-se considerações sobre a caridade.

A caridade é sempre luz que abençoa aqueles que jornadeiam na aflição. Mesmo quando não é vista, à semelhança dos raios solares, quando o Astro Rei está ausente, beneficia, penetrando as vidas e renovando-as.

Assim, a caridade, seja no seu aspecto material ou moral, reflete o amor de DEUS que alcança
as almas, socorrendo-as.

Quando a caridade material não se faz necessária, jamais será secundária aquela de natureza
moral, porquanto vital o ar, penetra e sustenta a vida.

São caridades morais:
O Sorriso de afabilidade ao atormentado que perdeu a esperança;
A palavra de estímulo quando todos os outros recursos ficaram baldos de resultados;
O gesto de simpatia ante a circunstância aziaga e infeliz;
A compreensão fraterna, face à ofensa e à maldade;
A oração intercessória, em favor do adversário em sofrimento;
O apoio emocional no momento áspero da desgraça.
O perdão da ofensa e a dedicação ao tombado;
A gentileza de um socorro espiritual...

Quem pode, por acaso, no transe da dor, dispensar qualquer uma destas concessões? Qual a pessoa que se sinta tão completa que dispense um amigo ou uma palavra de reconforto?

A caridade é luz que deve ser considerada como benção de DEUS nas estradas do mundo.

Praticá-la ou não é opção de cada indivíduo. Aquele que a utiliza, favorece o crescimento da luz que se esparze; quem se nega a realizá-la, faculta a ampliação da sombra que predomina.

O livre-arbítrio e a caridade constituem alavancas para o progresso do homem na direção da sua meta
final, que é a felicidade.

JESUS, todo amor por excelência, em instante algum deixou de esparzi-la, iluminando as vidas que, desde então, jamais perderam a diretriz.

Caridade, portanto, hoje e sempre.
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(Obra: No Rumo da Felicidade - Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A OUTRA VIDA

 A vida no Além é também atividade, trabalho, luta, movimento. 

Se as almas estão menos submetidas ao cansaço, não combatem menos pelo seu aperfeiçoamento. 

A lei das afinidades a tudo preside, entre os seres despidos dos indumentos carnais, e, liberto o Espírito dos laços que o agrilhoavam à matéria, recebe o apelo de quantos se afinam pelas suas
preferências e inclinações.

Bem-aventurados todos aqueles que, ao palmilharem seus derradeiros caminhos, encontram a alvorada da paz, luminosa e promissora; nos celeiros da luz, recolhem o pão da verdade e da sabedoria, porque bem souberam cumprir suas obrigações morais. 

A sombra das árvores magnânimas que plantaram com os seus atos de caridade, de fé e de esperança, repousam a cabeça dilacerada nos amargores da Terra; divinas inspirações descem das Alturas sobre as suas mentes, que iluminam como tabernáculos sagrados e, interpretando fielmente as disposições da vontade diretora do Universo, transformam-se em mensageiros do Altíssimo.
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(Obra: Emmanuel - Chico Xavier/Emmanuel)

domingo, 4 de junho de 2017

JAMAIS ESMOREÇAMOS



A dor é nossa companheira - lanterna acesa em escura noite - guiando-nos, de retorno, à Casa do Pai Celestial. 

E, além da dor, só o trabalho no dever bem cumprido, na caridade e no estudo, é bastante forte para auxiliar-nos a subir. 

Trabalhemos e reajustar-nos-emos. 

Observemos a grandeza das bênção que nos cercam e esforcemo-nos por merecer a chave dos conhecimentos sublimes. 

O corpo de carne é uma sombra de que nos valemos para encontrar a verdadeira luz.
A bondade que se desdobra na cooperação fraternal e ajuda sempre é o clima abençoado em que nossas imperfeições se desfazem. 

A romagem na Terra é simples estação de luta curativa para nossa alma.
Tudo prossegue e tudo se aprimora. 

Quem se desvela no serviço do bem, quem se faz grande buscando ser pequenino entre os homens, descobre novos roteiros de ascensão. 

Jamais esmoreçamos. 

Trabalhemos com renovado fervor. 

A morte não é o fim, mas apenas breve intervalo. 
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 (Obra: Cartas do Coração - Chico Xavier/Raymundinho) 



sábado, 3 de junho de 2017

FAMÍLIA



Há, pois, duas espécies de família: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual. 
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Allan Kardec – Cap. XIV, Item 8

De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. 
De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. 
Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual. 
Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior. 
Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.
 Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. 
Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo.
 De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.
 A parentela no Planeta faz-­se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima. 
Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos.
 Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino. 
Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma. 
Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.
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(Obra: Vida e Sexo - Chico Xavier/Emmanuel)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Aliviar


É apenas uma frase que o nosso Emmanuel, presente, nos recomenda à atenção, quando Jesus disse:
 - "Vinde a mim todos vós que estais fatigados, eu vos aliviarei..."
 É uma promessa que não envolve nenhum sentimento de prodígio ou de suposto milagre. 
"Vinde a mim" - Ele não cogitou da procedência dos viajores; se eram bons, se eram maus querendo ficar bons, se eram meio bons... 
A marcha não ia parar... 

"Vinde a mim" - nada de colocar um ponto final em sua marcha própria... 

Não prometeu também retirar a carga de ninguém, não prometeu nada, apenas alívio para continuarmos a marcha.
 Aliviar para quê? 
Para continuar o serviço, para continuar a tarefa...
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 (Obra: O Evangelho de Chico Xavier - Carlos A.Baccelli)


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Guardemos o ensino



“Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos.” – Jesus. (LUCAS, 9:44.)

Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam a lição nos ouvidos.

Não se trata de registrar meros vocábulos e sim fixar apontamentos que devem palpitar no livro do coração.

Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.

Os círculos doutrinários do Cristianismo estão repletos de aprendizes que não sabem atender a esse apelo. Comparecem às atividades espirituais, sintonizando a mente com todas as inquietações inferiores, menos com o Espírito do Cristo.

Dobram joelhos, repetem fórmulas verbalistas, concentram-se em si mesmos, todavia, no fundo, atuam em esfera distante do serviço justo.

A maioria não pretende ouvir o Senhor e, sim, falar ao Senhor, qual se Jesus desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.

São alunos que procuram subverter a ordem escolar.

Pronunciam longas orações, gritam protestos, alinhavam promessas que não podem cumprir.

Não estimam ensinamentos. Formulam imposições.

E, à maneira de loucos, buscam agir em nome do Cristo.

Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a dor vão chegando devagarinho, acordando a alma dormente para as realidades eternas.

Não poucos se revoltam, desencantados …

Não se queixem, contudo, senão de si mesmos.

“Ponde minhas palavras em vossos ouvidos”, disse Jesus.

O próprio vento possui uma direção. Teria, pois, o Divino Mestre transmitido alguma lição, ao acaso?
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Emmanuel 
Chico Xavier 

terça-feira, 30 de maio de 2017

A Loucura da Violência




Entre as expressões do primarismo, no mercado das paixões humanas, destaca-se com realce a violência, espalhando angústia e dor.

Remanescente dos instintos agressivos, ela estiola as mais formosas florações da vida, estabelecendo o caos.

Em onda volumosa arrasa, deixando destroços por onde passa, alucinada.

*

Na raiz da violência encontra-se a falta de desenvolvimento do senso moral, que o espírito aprimora através da educação, do exercício dos valores éticos, da amplitude de consciência.

Atavismo cruel, demora de ser transformada em ação edificante, face às suas vinculações com os reflexos instintivos do período animal, que se prolongam, perturbadores.

Não apenas gera aflição, quando desencadeada, como também provoca reações equivalentes em sucessão quase incontrolável, arrebentando tudo quanto se lhe opõe no percurso destrutivo.

Todo o empenho em favor da preservação dos valores morais deve ser colocado a serviço da paz, como antídoto à força devastadora da violência.

*

Pequenos exercícios de autocontrole terminam por criar hábitos de não-violência.

Disciplinas mentais e silêncios fortalecidos pela confiança em Deus geram a harmonia que impede a instalação desse desequilíbrio.

Atividades de amor, visando o bem e o progresso da criatura humana e da sociedade, constituem patamar de resistência às investidas dessa agressividade.

Reflexões em torno dos deveres morais produzem a conscientização do bem, gerando o clima que preserva os sentimentos da fraternidade.

A violência é adversária do processo de evolução, fomentadora da loucura. Quem lhe tomba nas garras exaure-se, e, sem forças, termina no abismo do auto-aniquilamento ou do assassínio...

*

A violência disfarça-se no lar, quando os cônjuges não respeitam os espaços, os direitos que lhes cabem reciprocamente;

quando os filhos se sentem preteridos por falsos valores do trabalho, do dinheiro, do poder...

Na sociedade, quando os preços escorcham os necessitados;

quando os interesses pessoais extrapolam os seus limites e perturbam os outros;

quando a comodidade e os prazeres de alguns agridem os compromissos e os comportamentos alheios;

quando as injustiças sociais estiolam os fracos a benefício dos fortes aparentes;

quando os sentimentos inferiores da maledicência, da calúnia, da inveja, da traição, do suborno de qualquer tipo, da hipocrisia, disseminam suas infelizes sementes;

quando os pendores asselvajados não encontram orientação;

quando as ilusões e fugas, os vícios e aliciamentos levam às drogas, ao sexo desvairado, às ambições absurdas, explodindo nas ruas do mundo e invadindo os lares;

quando os governantes perdem a dignidade e estimulam a prevalência da ignorância, provocando guerras nacionais e internacionais...

A violência, de qualquer natureza, é atraso moral, síndrome do primitivismo humano remanescente.

*

O homem e a mulher estão fadados à paz, à glória estelar.

Assim, liberta-te daqueles remanescentes agressivos que terminam insuflando-te reações infelizes.

Se te compraz ainda mantê-los, tem a coragem de te violentares, superando-os ou domando-os, e contribuirás para o apressar do progresso humano.

Como não te é lícito conivir com o erro, ensina pela retidão os mecanismos da felicidade, evitando a ira, a cólera, o ódio.

A ira é fagulha que ateia o fogo da violência. A cólera é combustível que a mantém, e o ódio é labareda que a amplia.

Pensa em Jesus, e, em qualquer circunstância, interroga-te como Ele agiria, se estivesse no teu lugar. Tentando-o, lograrás imitá-lO, fazendo como Ele, sem nenhuma violência.
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 Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.


domingo, 28 de maio de 2017

Nunca é demais





Nunca é demais afirmar que a paz começa em nós e por nós. 
Os pacificadores, porém, são aqueles que aceitam em si o fogo das dissensões, de modo a extingui-lo com os recursos da própria alma, doando tranquilidade a todos aqueles que lhes compartilham a marcha. 
Quanto puderes, distribui o alimento da concórdia, reconhecendo que a bênção da paz é desdobramento do pão de cada dia. 
Emissários do Bem, domiciliados na Vida Maior, desenvolvem empreendimentos de paz em todas as direções no mundo, mas precisam de cooperadores fiéis que lhes interpretem a obra benemérita, ao lado das criaturas. Se aderiste a essa campanha bendita, auxilia-os em bases de entendimento e serviço.

Onde a palavra seja convocada ao socorro fraterno, fala auxiliando e, se o mal aparece por desequilíbrio de forças, conturbando situações, corrige o mal com amor, limitando-lhe a influência ou curando-lhe as feridas. 
Se agressões repontam à frente, considera que as enfermidades ocultas atacam em todos os lugares e ampara a vítimas de semelhantes arrastamentos, na certeza de que a tolerância, agindo construtivamente, é a terapêutica que nos presume a todos contra os assaltos da violência.
 Se a injúria escarnece, capacita-te de que a crueldade é sinônimo de alienação mental e usa o perdão por exaustor das trevas que invadem o raciocínio daqueles que se perdem nos labirintos da delinquência.
 Faze silêncio onde o silêncio consiga apagar desavenças e acusações e, quanto possível, transforma-te no ponto terminal de qualquer processo de incompreensão, capaz de degenerar em perturbação ou loucura.

Onde estiveres, abençoa. Naquilo que penses, mentaliza o melhor. No que digas, harmoniza os outros quanto possas. No que faças, constrói sempre para o bem geral.

Nunca nos esqueçamos de que o Príncipe da Paz, na Terra, nasceu em clima de decepções, viveu através de hostilidades permanentes, serviu entre adversários gratuitos e selou o próprio trabalho sob a vitória aparente dos perseguidores; mas, supostamente vencido, o Cristo de Deus, de século e século, cada vez mais intensamente, é o fiador da concórdia entre as nações, erguendo-se por doador de paz genuína ao mundo inteiro. 
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Emmanuel
  Chico Xavier
 

sábado, 27 de maio de 2017

TENTAÇÃO



Somos tentados pelas forças exteriores da vida, segundo as nossas necessidades de purificação interna.

Isso equivale a dizer que cada criatura sofre a tentação, conforme a natureza que lhe é própria.

Qual acontece nos domínios da natureza em que o fogo não se alimenta de água, mas sim de combustível que se lhe afina ao modo de ser, no reino do espírito, cada um de nós entra em combinação apenas com as energias que se assemelhem às nossas.

Assim é que renascemos, habitualmente, no plano físico, transportando conosco as deficiências individuais e os problemas domésticos que nos reclamam extinção ou ajustamento.

Espíritos; entregues à usura e à crueldade, em muitas circunstâncias, ressurgem no berço de ouro, experimentando, de novo, a tentação da sovinice e do orgulho de modo a superá-los e almas cristalizadas na revolta e na indisciplina nos lares empobrecidos, atravessando novamente a tentação do desespero e da delinquência para vencê-los suficientemente.

Reunimo-nos através da família consanguínea, muitas vezes, com as nossas aversões mais profundas, para transformá-las em amor puro, ao preço de perdão e serviço, devotamento e renúncia, e, em todos os quadros da luta humana, somos defrontados por rudes provas que nos falam de perto às próprias necessidades, a fim de que, na sublime vitória sobre nós mesmos, saibamos buscar os cimos da vida.

Não te creias simplesmente tentado pelos outros à descida ao despenhadeiro das trevas.

Somos nós mesmos que, estendendo o fio do desejo, atraímos em nosso prejuízo ou em nosso favor as companhias que nos acrescentarão as forças para a queda nas sombras ou para a ascensão à Divina Luz.
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Emmanuel 
Chico Xavier
Obra: Confia e segue 




sexta-feira, 26 de maio de 2017

Tristeza


Não permitamos que a tristeza nos envolva e nos mergulhe na depressão.

A apatia é abismo profundo do qual sairemos apenas à custa de muito esforço.

Não nos entreguemos, inermes, aos problemas que nos rodeiam, ensimesmados na tristeza.

Os que se rendem ao desânimo transformam-se em pacientes psiquiátricos, vitimados por estranha anemia de ordem moral.

Quando sentirmos que a tristeza insiste em se demorar conosco, ocupemos as nossas mãos e a nossa mente no serviço do bem. Deixemos a poltrona do comodismo e desintoxiquemo-nos no suor da caridade.

Se abatidos espiritualmente no reconhecimento das próprias imperfeições, sintamo-nos incentivados à luta, ao invés de admitirmos a derrota.

Reajamos contra a melancolia , sacudindo o seu jugo de nossos ombros.

Reparemos que em nossos caminhos, de fato "as bênçãos são muito mais numerosas do que as dores". Observemos os exemplos de quantos se encontram lutando com limitações maiores que as nossas , sem que lhes escutemos uma reclamação sequer.

No livro dos Provérbios, cap. 17, v. 22, está escrito: "O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos".
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Irmão José
 Carlos A. Baccelli
Do livro "Lições da Vida"

quinta-feira, 25 de maio de 2017

CARTA FRATERNAL





- Na leitura da parábola dos cegos –

Meu amigo, o Espiritismo   É campo de vida e luz;
  Não conserves sem trabalho
  A ideia que te conduz.

   Nessa lavoura bendita
  De paz, harmonia e amor,
  Cada qual tem a tarefa
  Que lhe reserva o Senhor.

   És médium? Sê diligente
  No amoroso apostolado.
  Mediunidade é serviço
  Em nome do Mestre Amado.

   Investigas a verdade?
  Procura ver que ninguém
  Deve andar observando
  Sem propósitos no bem.

   És curioso somente?
  Não olvides, meu irmão,
  Que a boa curiosidade
  É nota de elevação.

   És companheiro de luta?
  Guarda a prece e a vigilância,
  Quem é irmão de verdade
  Nunca foge à tolerância.

    És simples necessitado
  Na sombra e no sofrimento?
  Pondera a lei generosa
  De esforço e merecimento.

   És pregador? Meu amigo,
  Foge à ilusão, foge à treva,
  Que as palavras sem os atos
  São folhas que o vento leva…

   Doutrinas desencarnados?
  Procura reconhecer
  Que se vives ensinando
  É necessário aprender.

    Vens pedir alguma coisa?
  Recorda, na dor terrestre,
  Que o tesouro mais sublime
  É a paz do Divino Mestre.

   Nas alegrias, nas dores,
  No mais simples dos misters,
  Poderás fazer o bem
  No lugar onde estiveres.

  Quem busque, de fato, a luz
  Da existência verdadeira.
  Não se apega à fantasia,
  Trabalha contra a cegueira.

   Não foste chamado à fé
  Para sonho ou distração,
  Mas à justa atividade
  De nossa renovação.

    O aprendiz do Espiritismo
  Não vive sem rumo, a esmo…
  Tem Jesus por Mestre Amado
  E a escola dentro em si mesmo.
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Casemiro Cunha
Chico Xavier
Obra: Coletânea do Além 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Ante a Cólera



"Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos,
misericordiosos, humildes."- Pedro (I Pedro, 3:8).

Justo figuremos a cólera, titulando-a com algumas definições, como sejam:

Força descontrolada.

Precipitação em doença.

Acesso de loucura.

Queda em desequilíbrio.

Tomada para a obsessão.

Impulso à desencarnação prematura.

Perigo de criminalidade.

Introdução à culpa.

Descida ao remorso.

Explosão de orgulho.

Tempestade magnética.

Fogo mental.

Pancadaria vibratória

Desagregação de energias.

Perda de tempo.

Indubitavelmente, todos nós - as criaturas encarnadas e desencarnadas, em evolução na Terra - estamos ainda sujeitos a essa calamidade do mundo íntimo, razão pela qual toda vez em que nos sintamos ameaçados por irritação ou azedume, é prudente nos recolhamos a recanto pacífico, a fim de refletir nas necessidades do próximo e lavar os pensamentos nas fontes da oração.
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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Atenção 

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Uma mulher que trabalhava num banco havia muitos anos, caiu em desespero.
Estava depressiva, com esgotamento nervoso.
Seu médico, buscando um diagnóstico, lhe perguntou:
- Como se chama a jovem que trabalha ao seu lado no banco?
- Cíntia, respondeu ela, sem entender.
- Cíntia do quê?
- Eu não sei.
- Sabe onde ela mora?
- Não.
- O que ela faz?
- Também não sei.
O médico entendeu que o egoísmo estava roubando a alegria daquela pobre mulher.
- Posso ajudá-la, mas você tem que prometer que fará o que eu lhe pedir.
- Farei qualquer coisa! Afirmou ela.
- Em primeiro lugar, faça amizade com Cíntia.
Convide-a para jantar em sua casa.
Descubra o que ela está almejando na vida, e faça alguma coisa para ajudá-la.
- Em segundo lugar, faça amizade com seu jornaleiro e a família dele, e veja se pode fazer alguma coisa para ajudá-los.
- Em terceiro, faça amizade com o zelador de seu prédio e descubra qual é o sonho da vida dele.
- Em dois meses, volte para me ver.
Ao fim de dois meses, ela não voltou, mas escreveu uma carta sem sinal de melancolia ou tristeza.
Era só alegria!
Havia ajudado Cíntia a passar no vestibular.
Ajudou a cuidar de uma filha doente do jornaleiro.
Ensinou o zelador a ler e escrever, pois era analfabeto.
"Nunca imaginei que pudesse sentir alegria desta maneira!", escreveu ela.
Os que vivem apenas para si mesmos, nunca encontrarão a paz e a alegria, pois somos chamados por Deus para ser benção na vida dos outros.
Você já conhecia este segredo?
Pense nisso!!
"Muitas vezes nesta vida, nós somos o remédio da vida de outras pessoas!
Quantas vezes você já curou uma pessoa com o seu abraço, uma visita inesperada, um sorriso, uma palavra, um carinho ou até mesmo, um e-mail enviado? Sua presença alegra a vida das pessoas, é um poderoso remédio contra a tristeza, a depressão, a dor e os sofrimentos da alma. Estar presente, na vida das pessoas que amamos é milagre poderoso, que pode transformar-se em processos de cura absoluta."
🌸🍃Faça parte da caixinha de remédios de alguém! 🍃 
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Recebemos por WhatsApp, sem autoria.

terça-feira, 23 de maio de 2017

A VIDA


A vida é uma oportunidade, aproveita-a.

A vida é beleza, admira-a.

A vida é beatificação, saboreia-a.

A vida é sonho, torna-o realidade.

A vida é um desafio, enfrenta-o.

A vida é um dever, cumpre-o.

A vida é um jogo, joga-o.

A vida é preciosa, cuida-a.

A vida é riqueza, conserva-a.

A vida é amor, goza-a.

A vida é um mistério, desvela-o.

A vida é promessa, cumpre-a.

A vida é tristeza, supera-a.

A vida é um hino, canta-o.

A vida é um combate, aceita-o.

A vida é tragédia, domina-a.

A vida é aventura, afronta-a.

A vida é felicidade, merece-a.

A vida é a VIDA, defende-a.
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 Madre Teresa de Calcutá 


segunda-feira, 22 de maio de 2017

NUNCA É DEMAIS

“Sede, na oração, perseverantes.” (Paulo – Romanos – 12:12) 

Diretamente convidado a uma decisão, no tumulto dos conflitos complexos,
busque a inspiração superior através da prece.
Um momento de prece dirime problemas largamente cultivados.
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Instado por dificuldade à rebeldia e ao desequilíbrio, faça uma pausa para a prece.
A prece não apenas aponta rumos quanto tranquiliza interiormente.*
*
Açodado pelas paixões inferiores e vencido na psicosfera negativa
do ambiente em que vive, erga-se à prece edificante.
A prece não somente sustenta o bom ânimo como também luariza os sentimentos.
*
Tombado por falta de apoio e aturdido nos melhores propósitos acalentados,
tente o convívio da prece antes de desertar.
A prece não é só uma ponte que o leva a Deus,
porém uma alavanca a impeli-lo para sair do desânimo que o prostra.
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Atordoado por informações infelizes e vitupérios;
apedrejado por incompreensões indevidas, mergulhe a mente na prece antes do revide.
A prece não constitui um paliativo exclusivo,
sendo, também, inexaurível e abençoada fonte de renovação e entusiasmo.
*
Examinando o problema imenso que se avulta, aquietado pelas complexas engrenagens das decisões,
estugue o passo, faça uma prece.
*
A prece tem o poder de clarificar os horizontes e içar o homem do abismo às cumeadas libertadoras.
Concluída a tarefa em que recolheu bênçãos e júbilos, não se esqueça da prece.
A prece não lhe constitua um instrumento de rogativa e solicitação incessantes,
tornando-se, também, um telefônio para expressar o reconhecimento e a gratidão
com que você exporá os sentimentos renovados ao Pai Celestial.
*
Não se trata de beatice, nem tampouco de pieguismo emocional.
Se lhe é justo permitir-se o pessimismo e o desaire,
conservando a negação e o dissabor, a prece contituir-lhe-á bastão de apoio,
medicamento reconfortante, pão nutriente porquanto cada um sintoniza com aquilo em que pensa e vibra.
Orando, você, naturalmente, haurirá nas fontes inesgotáveis da Divina Providência
as energias necessárias para o êxito dos seus cometimentos.
Não se deixe vencer pelos que o abordam com ceticismo
e preferem a manifestação cínica diante do seu estado de prece e de confiança.
Uma prece a mais nunca é demais.
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Marco Prisco
  Divaldo P. Franco  


domingo, 21 de maio de 2017

Modelagens da Vida



Fatores limitantes: Oh! meu Deus! parece que sou tratado injustamente pela vida!
Estou amargurado e me encontro no limite de minha
resistência! Não mereço essa falta de sorte! Por que tudo tem que
acontecer logo comigo, enquanto os outros vivem tranquilamente? Qual a
razão disso tudo? Será que a vida na Terra é uma eterna reincidência de
abalos emocionais?

Expandindo nossos horizontes:

Juntos e ao mesmo tempo sozinhos, estamos viajando pela estrada da Eternidade. A existência para algumas pessoas assemelha-se a noites intermináveis, como se estivessem predestinadas a viver incessantes sofrimentos.

Por mais desafortunado que você esteja, vivendo em obscuridade aparentemente irreparável, recorde o fato de que a luz e a noite fazem parte da vida e que existimos interdependentemente. Todos somos unos com a Natureza.

A noite diluir-se-á com o aparecimento do sol, a não ser que você prefira prender-se eternamente a ela. Muito além do céu encoberto de tristeza está o astro-rei radiante de alegria.

Nem as tempestades nem a escuridão são más. Como apreciar as estrelas se não houver noites escuras? Depois de uma tarde turva e chuvosa, pode-se desfrutar a brandura de um entardecer resplandecente.

A existência é um jogo de luzes e sombras, e para a criatura desperta tudo é utilidade e contribuição, cooperando com seu aprendizado evolutivo.
A luz se torna para todos os que vêem a principal fonte de informação acerca do ambiente onde vivem. Ela é de tal modo importante que mesmo os peixes que habitam os enormes abismos oceânicos, de difícil acesso para os raios solares, fazem uso de seu campo visual, permutando elementos com microrganismos capazes de emitir luz.

A germinação das sementes e o florescimento de certas plantas são desencadeadas quando os dias são mais longos, certamente por receberem luminosidade por mais tempo. As flores silvestres cobrem os bosques como tapetes coloridos, ano após ano, por causa das carícias da luz solar.

Em épocas de penumbra e de muito frio, alguns animais reduzem suas atividades ao mínimo, permanecendo numa espécie de sono profundo (hibernação). Por meio desse fenômeno, tais seres conseguem suportar as condições adversas do inverno. Nesses períodos, as sementes e plantas
passam a viver à custa de certas substâncias armazenadas em seu próprio organismo.

No verão surgem novas relvas em abundância, brotam suas irmãs do mesmo verde-claro perto das nascentes de águas cristalinas, circundando as raízes de velhas árvores.

No concerto universal, do qual partilhamos, a parceria é muito maior do que pensamos, e cada criatura precisa tomar ciência dessa integração.
Quando atravessamos momentos de escuridão vivencial e de decaimento, aceitemo-los como instrumentos de ajuda e como sinal de que algo de bom estão nos ensinando. Todas as situações têm sua razão de ser, são verdadeiras modelagens pelas quais a Vida Providencial aprimora a todos. Existem soluções para o inverno e para as noites escuras. Desfechos naturais para resistirmos ao frio e ao calor.

Se a Natureza protege todos os seres irracionais, criando para eles meios de defesa e diversos sistemas de adaptação, a fim de compensá-los das variações de temperatura e de outras tantas intempéries do cotidiano, quanto mais ainda fará em favor dos seres racionais!...

Compartilhe do Universo, apesar dos problemas que você estiver enfrentando, pois eles representam mecanismos criados para sustentá-lo. Você está sendo amparado pela Providência, não só nos momentos de luz/alegria, mas também nas variadas circunstâncias de noite/tristeza.

Existem vários pontos nocivos ou crenças adversas que estão particularmente impedindo seu progresso e bem-estar. Procure-os em sua intimidade e os transforme, eliminando, assim, o desconforto que o aflige.
Pense nisso. Talvez você precise ficar sozinho por algum tempo para  melhor compreender as experiências pelas quais está passando.
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Lourdes Catherine

sábado, 20 de maio de 2017

Autoconhecimento


Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida é resistir ao arrastamento do mal?
- Um sábio da antiguidade vos disse: Conheça-te a ti mesmo.
(“O Livro dos Espíritos” questão 919)

Sem dúvida, autoconhecer-se é constatar a sua essência espiritual e a sua origem Divina; em outras palavras, autoconhecer-se é tomar consciência do seu Deus, interno, vivendo em perfeita integração consigo mesmo...

Quem procura autoconhecer-se despreza o que é transitório, porquanto verifica que a matéria está sujeita a ininterruptas transformações; quem se esforça pelo autoconhecimento exercita o desapego, não valorizando aquilo que se constitui em elemento gerador de karma negativo.

O espiritismo, revivendo o evangelho, ensina o homem a autoconhecer-se através do próximo; o próximo é o seu laboratório na tarefa de mergulhar mais profundamente na própria intimidade.
..
Os que se isolam, fugindo ao contato social, aspirando a uma ascese solitária, não logram o seu intento, por quanto o próximo é o estimulo externo que lhe põe à mostra o interior, lhes possibilitando o aperfeiçoamento das qualidades e o combate sistemático às deficiências.

Quem vive disperso de si mesmo não se descobre, e consequentemente, não reverencia a vida; quem não se ama, com certeza, não amará aquele com os quais foi chamado a viver...
Sócrates, a quem se atribuiu a frase em questão – “Conhece-te a ti mesmo”

Através da chamada maiêutica, induzia a todos a tomarem consciência da verdade que existe no âmago de cada ser; quando questionado, questionava e, das abordagens mais simples, chegava
às verdades mais complexas. E, porque libertava pensamento foi condenado à cicuta.

Jesus afirmava que o reino de Deus se encontrava dentro de cada um e concitava os homens a que
fizessem resplandecer a própria luz; “sede perfeitos como perfeito é o pai celestial”  – exortava-nos a todo instante. E porque ensinou o caminho, foi morto na cruz A introspecção para o autoconhecimento só é válida quando o homem se dispõe, após, a descentrar-se, ou seja, projetar-se para fora no anseio de elevar-se...

Deus, Senhor do conhecimento perfeito, exteriorizou-se na criação – não quis bastar-se a si mesmo, não desejou ficar sozinho...

O autoconhecimento que gera o egoísmo é perturbação; os que sobem a montanha e não descem para contatar os que permanecem no vale, ignorando a própria realidade, não se posiciona na altura
em que se creem.

Os grandes luminares da espiritualidade, com o propósito de mais ascender, tomam a iniciativa de se corporificarem no Planeta – é da lei:
Mais possui quem mais abre mão do que tem; mais é quem mais aspira ao não ser...
Constatando a sua essência espiritual, o homem avança vertiginosamente na escala de valores em que a vida se estrutura, porque não valoriza o desejo – segundo Buda, o móvel de todo sofrimento humano.

Neste sentido, uma vez mais apontaríamos a solidariedade, ou seja, a vivência do amor na pratica da caridade , como sendo para a criatura o melhor exercício de autoconhecimento, porquanto na ação infatigável do Bem, o homem estará sempre em contato consigo mesmo, com o próximo e, consequentemente, com Deus lhe intermediando os atributos e as atitudes.

A reflexão, originária da leitura edificante e da prece, é, sem dúvida, importante, todavia não passa de experiência teórica não sancionada pelo exemplo. Ninguém se autoconhece sem o concurso das próprias mãos mergulhadas na ação transformadora do mundo!
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Irmão José
Carlos A Baccelli