sexta-feira, 14 de julho de 2017

Exercícios para Paz no Lar



É preciso praticar a caridade no lar para salvar o casamento

A meditação, a oração em conjunto, a procura do bem em toda parte, auxiliarão a paz no lar. Poderíamos defini-la como uma ginástica diária, onde os principais exercícios são: perdão, tolerância, atenção, respeito e renúncia.
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O perdão é o treino da compreensão
Se procurarmos compreender o familiar, sem o vinagre da crítica, identificaremos em seus momentos menos felizes a simples exteriorização de conflitos íntimos em que se debate, e não nos magoaremos.

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A tolerância é o treino da aceitação

Cada ser humano está numa faixa de evolução. Não podemos exigir mais do que tem para dar. E ninguém é intrinsecamente mau. E preciso lembrar ainda, que as pessoas tendem a comportar-se da maneira como as vemos. Estar sempre apontando defeitos é a melhor maneira de fazê-los crescer. Identificar pequenas virtudes é uma forma de desenvolvê-las.

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A atenção é o treino do diálogo

Quando os componentes de uma família perdem o gosto pela conversa, a afetividade logo deixa o lar. É preciso saber ouvir, dar atenção ao que dizem os familiares e, principalmente, reconhecer que nos momentos de divergência eles podem estar com a razão.

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O respeito é o treino da educação
É grande o número de lares onde as pessoas discutem, brigam, xingam-se e até se agridem, gerando uma atmosfera psíquica irrespirável que torna todos nervosos e infelizes. O problema é falta de auto-educação, a disciplina das emoções, reconhecendo que sem respeito pelos outros caímos na agressividade.

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A renúncia é o treino da doação
Há algo de fundamental para nós, sem o que nossa alma definha. Chama-se amor! Quantos lares estariam ajustados e felizes; quantas separações jamais seriam cogitadas, se num relacionamento familiar, pais e filhos, marido e mulher, irmãos e irmãs transmitissem carinho com mais freqüência, àqueles que habitam sob o mesmo teto: “Sabe, eu gosto de você!” Há muitas maneiras de dizer isso: um bilhete singelo, a lembrança de uma data, o elogio sincero, o reconhecimento de um benefício, a saudação alegre, a brincadeira amiga, o prato mais caprichado, o diálogo fraterno, o toque carinhoso... Tudo isso diz, na eloquência do gesto, que gostamos do familiar. Não há nada mais importante em favor da harmonia doméstica. Para tanto é preciso que aprendamos a renunciar. Renunciar à imposição agressiva de nossos desejos; renunciar às reclamações e cobranças ácidas; renunciar às críticas ferinas; renunciar ao mutismo e a cara amarrada quando nos contrariam... Renunciar, enfim, a nós mesmos, vendo naqueles aos quais a sabedoria divina colocou em nosso caminho a gloriosa oportunidade de trabalhar com Deus na edificação dos corações, e recebermos em nosso lar o salário da paz.

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Com semelhantes exercícios em torno da caridade descobriremos no lar afinidades novas, motivações renovadas, afetos insuspeitados, a garantirem uma vida familiar saudável e feliz.

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O lar é o laboratório de experiências nobres em busca de avanços morais e espirituais, onde os seres se depuram em preparo para realizações mais elevadas nos Domínios do Criador. Treinamos na família menor habilitando-nos para o serviço à família maior que constituí a Humanidade inteira.

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Emmanuel nos diz:

 A felicidade existe sim, porém, para usufruí-la no Outro Mundo, precisamos aqui na Terra admitir “que ninguém pode ser realmente feliz sem fazer a felicidade alheia no caminho que avança”.




MENSAGEM DO ESE: 

Dai a César o que é de César
Os fariseus, tendo-se retirado, entenderam-se entre si para enredá-lo com as suas próprias palavras. — Mandaram então seus discípulos, em companhia dos herodianos, dizer-lhe: Mestre, sabemos que és veraz e que ensinas o caminho de Deus pela verdade, sem levares em conta a quem quer que seja, porque, nos homens, não consideras as pessoas. Dize-nos, pois, qual a tua opinião sobre isto: É-nos permitido pagar ou deixar de pagar a César o tributo?
Jesus, porém, que lhes conhecia a malícia, respondeu:
Hipócritas, por que me tentais? Apresentai-me uma das moedas que se dão em pagamento do tributo. E, tendo-lhe eles apresentado um denário, perguntou Jesus: De quem são esta imagem e esta inscrição? — De César, responderam eles. Então, observou-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Ouvindo-o falar dessa maneira, admiraram-se eles da sua resposta e, deixando-o, se retiraram. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 15 a 22. — S. MARCOS, cap. XII, vv. 13 a 17.)
A questão proposta a Jesus era motivada pela circunstância de que os judeus, abominando o tributo que os romanos lhes impunham, haviam feito do pagamento desse tributo uma questão religiosa. Numeroso partido se fundara contra o imposto. O pagamento deste constituía, pois, entre eles, uma irritante questão de atualidade, sem o que nenhum senso teria a pergunta feita a Jesus: “É-nos lícito pagar ou deixar de pagar a César o tributo?” Havia nessa pergunta uma armadilha. Contavam os que a formularam poder, conforme a resposta, excitar contra ele a autoridade romana, ou os judeus dissidentes. Mas “Jesus, que lhes conhecia a malícia”, contornou a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, com o dizer que a cada um seja dado o que lhe é devido.
Esta sentença: “Dai a César o que é de César”, não deve, entretanto, ser entendida de modo restritivo e absoluto. Como em todos os ensinos de Jesus, há nela um princípio geral, resumido sob forma prática e usual e deduzido de uma circunstância particular. Esse princípio é conseqüente daquele segundo o qual devemos proceder para com os outros como queiramos que os outros procedam para conosco. Ele condena todo prejuízo material e moral que se possa causar a outrem, toda postergação de seus interesses. Prescreve o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus. Estende-se mesmo aos deveres contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, tanto quanto para com os indivíduos em geral.
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, itens 5 a 7.)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Reto Pensar


Inclina tua mente para o mais saudável.
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Não te faças fiscal do lixo moral da sociedade, nem te permitas coletar os detritos do pessimismo como da vulgaridade.
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De maneira nenhuma censures o teu próximo, especialmente quando este se encontre ausente.
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Busca os valores positivos que existem nos outros e aprimora aqueles em ti existentes.
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Sê equânime no teu foro íntimo e nas tuas expressões exteriores.
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Fala menos e reflexiona mais em torno do Amor.
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Insiste nas ideias que estimulam a vontade a tornar-se forte quão disciplinada.
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Planeja a ascensão e pensa sobre ela, raciocinando a respeito da perda de tempo com as ilusões e futilidades.
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Supera o temor de qualquer natureza com a confiança de que nenhum mal de fora poderá fazer-te mal se estiveres bem interiormente, e que somente te sucederá o que venha a contribuir para a tua paz e progresso espiritual.
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Joanna de Ângelis



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MENSAGEM DO ESE:
A reencarnação fortalece os laços de família (II)
A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou. Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatizas se esvaem. E desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.
O temor de que a parentela aumente indefinidamente, em conseqüência da reencarnação, é de fundo egoístico: prova, naquele que o sente, falta de amor bastante amplo para abranger grande número de pessoas. Um pai, que tem muitos filhos, ama-os menos do que amaria a um deles, se fosse único? Mas, tranqüilizem-se os egoístas: não há fundamento para semelhante temor. Do fato de um homem ter tido dez encarnações, não se segue que vá encontrar, no mundo dos Espíritos, dez pais, dez mães, dez mulheres e um número proporcional de filhos e de parentes novos. Lá encontrará sempre os que foram objeto da sua afeição, os quais se lhe terão ligado na Terra, a títulos diversos, e, talvez, sob o mesmo título.
Vejamos agora as conseqüências da doutrina anti-reencarcionista. Ela, necessariamente, anula a preexistência da alma. Sendo estas criadas ao mesmo tempo que os corpos, nenhum laço anterior há entre elas, que, nesse caso, serão completamente estranhas umas às outras. O pai é estranho a seu filho. A filiação das famílias fica assim reduzida à só filiação corporal, sem qualquer laço espiritual. Não há então motivo algum para quem quer que seja glorificar-se de haver tido por antepassados tais ou tais personagens ilustres. Com a reencarnação, ascendentes e descendentes podem já se terem conhecido, vivido juntos, amado, e podem reunir-se mais tarde, a fim de apertarem entre si os laços de simpatia.
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, itens 19 a 21.)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Problema do perdão



A Divina Tolerância não constitui subversão da ordem no campo da Justiça.

  O perdão do Senhor (Mt) é sempre transformação do mal no bem, com a renovação de nossas oportunidades de luta e resgate, no grande caminho da vida.

  Vejamos a Terra, em sua função de escola de nossos espíritos endividados e reconheceremos a Bondade Celeste atuando, de mil modos diversos, cada dia, no serviço de reajuste.

  Aqui, as feridas do corpo apagam o incêndio que ateávamos no passado, buscando a destruição do próximo.

  Ali, enfermidades de diagnose obscura regeneram nossos velhos desequilíbrios do estômago ou do sexo.

  Além, padecimentos morais inomináveis solucionam compromissos pesados, assumidos por nós mesmos, à frente dos nossos semelhantes.

  Acolá, na guerra fria da trincheira doméstica, antigos adversários permanecem jungidos uns aos outros, nas férreas teias das circunstâncias que lhes constrangem as almas à experiência comum.

  Enquanto houver dívida em nossa marcha, haverá reajustamento pela dor.

  É que sendo Deus, Amor e Sabedoria, nossas ofensas não Lhe atingem a Magnificência e o Esplendor.

  Nossas faltas atiradas à face do Todo-Compassivo são como borrifos de lama arrojados ao sol.

  Somos, porém, descendentes de Sua Luz, e, por isso mesmo, a Justiça nos rege.

  A Bondade Infinita do Criador ou daqueles que O representam nos afaga e desculpa sempre, entretanto, nossa consciência jamais nos perdoa.

  A Lei do Eterno Equilíbrio brilha em nós, indicando-nos o caminho da Ascensão quando nos achamos quites com os seus decretos de Bênçãos ou da reabilitação, se nos constituímos seus devedores.

  Tenhamos, desta forma, cuidado em não tisnar a alvura de nossa vestimenta interior, ou então, empenhemos nossas melhores energias por refazer-lhe a brancura, porquanto, amanhã, a vida nos pedirá contas do tempo e dos recursos que nos foram emprestados, e, não nos ausentaremos do círculo escuro de nossas defecções morais, enquanto não formos perdoados por nosso tribunal íntimo, de vez que, como criaturas de Deus, desejamos senhorear a Sublime Herança que nos é reservada, não à conta de mendigos ou mercenários da Graça Divina, mas, na posição de Filhos Redimidos de Nosso Pai Celestial.
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Emmanuel 
Chico Xavier 



terça-feira, 11 de julho de 2017

A herança





  Na mesa do vasto aposento que penetráramos, em serviço de assistência espiritual, jazia grafada em belo cursivo a interessante carta que passamos a transcrever:

  Meu caro Belmiro:

Parece incrível, mas somente hoje consigo tempo para responder-lhe à carta, recebida há precisamente oito meses. Perdoe-me a demora.

  Realmente, o velho morreu, no ano passado; entretanto, apenas agora pude liquidar o inventário.

  Confirmo a notícia da herança. O montante em dinheiro que me veio ao domínio é de cento e oitenta milhões, mas, automaticamente, sou hoje o dono de oito prédios, no valor aproximado de quinhentos milhões de cruzeiros velhos. Isso tudo, somado às joias que me ficaram, ultrapassa a quantia de oitocentos mil cruzeiros novos ou quase um bilhão na moeda antiga. E agora, meu caro, é tocar para a frente.

  Espero multiplicar o patrimônio quatro vezes, em dois anos. Esteja certo disso.

  Sinto muito não atender à sua recomendação. Você insiste comigo, há muito tempo, tanto quanto insistiu com o falecido, em assuntos de caridade. Não fôssemos companheiros de infância e não daria atenção ao caso; no entanto, estimo você suficientemente para deixá-lo sem resposta.

  Aprendi com o velho que a vida vale pelo dinheiro que se tem. Você fala em benefícios aos outros, para que venhamos a ser beneficiados, e afirma que, se dermos em bondade e desprendimento aos que sofrem na vida, a vida nos retribuirá em saúde e alegria. Não sei onde é que você encontrou tanta teoria bonita para se enfeitar.

  Espiritismo, reencarnação… Você, Belmiro, é um poeta. Sempre admirei a sua imaginação. Desde a escola, você é assim — o notável sonhador que a gente aplaude, mas não pode seguir.

 O que sei de mim é que nada compreendo sem o dinheiro. E dinheiro grande. Acompanhei meu avô, prestando-lhe assistência, durante a minha vida inteira, e não será agora que vou perder o fruto de meu esforço. Não desfalcarei o que tenho e, para defender o que tenho, não estou disposto a ceder um tostão. Você não é o primeiro amigo a falar-me de beneficência, de missão a cumprir, de solidariedade humana, de mensagens do Além… Acho isso tudo muito bonito, mas para mim não calha.   Estive trinta anos — pense na extensão desse tempo — trinta anos protegendo o velho e ajudando-o a preservar o que, no fundo, agora é meu. Acredita que estou relaxado, a ponto de esquecer-me? Não me venha com a história de que meu avô teria falado depois da morte para aconselhar-me. Ele, meu mestre de poupança, não quereria fazer de mim um mão aberta. Essas conversas de Espíritos, meu caro, têm muito de trapaça e bobagem… Os velhacos inventam as modas e os tolos vão seguindo. Se o vovô quiser dar ordens, que me apareça. Não tenho medo de fantasmas.

  Quanto à saúde, estou forte. Ainda não completei cinquenta anos e somente agora obtive a possibilidade de viver como quero. Estou eufórico, feliz. Nunca pratiquei tanta ginástica e com tanto gosto.

  Você me convida a pensar no outro mundo… E eu convido a você para mergulhar comigo nos prazeres deste mundo mesmo.

  Venha para conversarmos e receba um abraço muito cordial do seu velho amigo, sempre devedor,
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Neneco

  Esta era a carta escrita e assinada pelo cavalheiro simpático que fôramos chamados a prestar auxílio espiritual e cujo corpo acabava de se cadaverizar por força de violento enfarte do miocárdio. E a nota mais significativa de todo o episódio é que ele, ao arrancar-se do veículo prostrado, em nossa direção, tomou-nos à conta de enfermeiros encarnados e, tropeçando semilúcido, informou-nos para logo, de que, se estava doente, não queria seguir para o hospital sem o talão de cheques.
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Irmão X
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MENSAGEM DO ESE:
Missão dos espíritas (II)

A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e todos os vícios que derivam da impureza. Parti, então, cheios de coragem, para removerdes essa montanha de iniqüidades que as futuras gerações só deverão conhecer como lenda, do mesmo modo que vós, que só muito imperfeitamente conheceis os tempos que antecederam a civilização pagã.
Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos.
Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina.
Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai! Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.
Pergunta. — Se, entre os chamados para o Espiritismo, muitos se transviaram, quais os sinais pelos quais reconheceremos os que se acham no bom caminho? Resposta. — Reconhecê-los-eis pelos princípios da verdadeira caridade que eles ensinarão e praticarão. Reconhecê-los-eis pelo número de aflitos a que levem consolo; reconhecê-los-eis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; reconhecê-los-eis, finalmente, pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei; os que seguem Sua lei, esses são os escolhidos e Ele lhes dará a vitória; mas Ele destruirá aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela degrau para contentar sua vaidade e sua ambição. — Erasto, anjo da guarda do médium. (Paris, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XX, item 4.)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Uma simples palavra


Uma simples palavra humilde e boa
 Que esclareça e reanime
Traz consigo o milagre, amplo e sublime,
Do amor que regenera e aperfeiçoa.
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  Um “sim” ou um “não”, na graça de um sorriso,
Uma frase de estímulo e ternura,
Muitas vezes, restauram de improviso
O coração chagado de amargura.
*
  Mas a palavra contundente e rude,
Que exprime acusação, miséria e ofensa,
Mata os germens da paz e da virtude
E traz consigo as trevas da descrença.
*
  Frequentemente, o golpe inesperado
Do mal escuro que nos dilacera
Procede do veneno disfarçado
Na língua que vergasta ou desespera.
*
  Bendita a frase calma e enobrecida!
Bendito o verbo doce, amigo e forte!…
Uma simples palavra traz a vida.
Uma simples palavra traz a morte.
*
Carmen Cinira
Chico Xavier 



Mensagem do ESE

A melancolia
Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.
Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou.
Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra. — François de Genève. (Bordéus.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 25.)

domingo, 9 de julho de 2017

Auxilia hoje


Não existe mal em possuir o dinheiro. O mal decorre da invigilância, quando permitimos na Terra que o dinheiro nos possua.

  A fortuna é responsabilidade.

  A moeda é instrumento.

  Certo que o ouro transviado garante fuga brilhante ao vício; contudo, não é menos certo que o ouro dignamente conduzido assegura pouso à atividade edificante.

  A finança que patrocina os excessos da mesa é igual àquela outra que se faz pão em socorro dos companheiros que enlanguescem de fome.

  Recursos materiais que favorecem o mercado de entorpecentes, são aqueles mesmos que alimentam a forja bendita da indústria.

 Orientemos o dinheiro na direção da caridade e se transfigurará ele em sementeira de bênçãos. Empreguemos simples migalha de que possamos dispor, em benefício dos semelhantes e verificaremos que alguns cruzeiros   realizam vasta lavoura de simpatia e cooperação que os mais alentados créditos bancários não conseguiriam comprar.

  Observemos a fonte que espalha os tesouros da natureza. Se prossegue no curso traçado, será sempre a base da vida, mas se frustrada na tarefa que lhe cabe cumprir, gera o pântano, que canaliza a morte.

  Dinheiro será sempre um agente do bem para que o mal desapareça da Terra. O essencial é que venhamos a utilizá-lo a serviço do próximo, na direção da felicidade de todos.

  À vista disso, se podes amparar alguém com o dinheiro que te foi confiado, não adies para amanhã o trabalho de fraternidade que pretendes fazer. Auxilia hoje.
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André Luiz 
Chico Xavier
  

sábado, 8 de julho de 2017

Mais além


A sombra, em torno à estrada, não te importe,
Segue varando injúrias e ameaças
E estende os dons do amor no bem que faças,
Sem que o frio a vencer te desconforte.

  Sê, ante o mundo, o amparo humilde e forte,
Levanta corações na luz que abraças,
Distribuindo graças sobre graças
Na fé que varre a dor, a treva e a morte.

  Por mais pedras à frente, ajuda e avança
Por facho de bondade e de esperança,
Que o dever de servir jamais te doa…

  Alguém te apoiará, dia por dia,
A envolver-te de paz e de alegria,
Esse alguém é Jesus que te abençoa. 
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Auta de Souza 
Chico Xavier