Oração à Mulher
Missionária da vida.
Ampara o homem para que o homem te ampare.
Não te conspurques no prazer, nem te mergulhes no vício.
A felicidade na Terra depende de ti, como o fruto depende da árvore.
Mãe, sê o anjo do lar.
Esposa, auxilia sempre.
Companheira, acende o lume da esperança.
Irmã, sacrifica-te e ajuda.
Mestra, orienta o caminho.
Enfermeira, compadece-te.
Fonte sublime, se as feras do mal te poluíram as águas, imita a corrente cristalina que no serviço infatigável a todos, expulsa do próprio seio a lama que lhe atiram.
Por mais te aflija a dificuldade, não te confies à tristeza ou ao desânimo.
Lembra os órfãos, os doentes, os velhos e os desvalidos da estrada que esperam por teus braços e sorri com serenidade para a luta.
Deixa que o trabalho tanja as cordas celestes do teu sentimento para que não falte a música da harmonia aos pedregosos trilhos da existência terrestre.
Teu coração é uma estrela encarcerada.
Não lhe apagues a luz para que o amor resplandeça sobre as trevas.
Eleva-te, elevando-nos.
Não te esqueças de que trazes nas mãos a chave da vida porque a chave da vida é a Glória de Deus.
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Meimei
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O Livro da Paciência
Leiamos o livro da paciência e da resignação. As suas folhas são como a esperança e os caracteres inscritos nas suas páginas são lindos como se fossem confeccionados com pequeninas gotas estelíferas, assemelhando-se aos prantos salvadores.
As suas lições são úteis e proveitosas
Ensinam-nos tudo quanto pode nobilitar a esposa, a irmã e a mãe querida, elas preparam o coração da mulher que tem uma força misteriosamente prodigiosa para vencer os sofrimentos que arrebatam os espíritos dos lamaçais da terra para as paisagens deslumbrantes do firmamento constelado.
Sejamos, pois, resignados aos desígnios de Deus e humildes nas provações da terra.
Não podemos transformar tudo de um momento para o outro, porém, com a vontade Divina, conseguiremos vencer.
Onde não mais pudermos descerá dos céus a força precisa a nos dar esperança e amparo.
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MARGARIDA
CHICO XAVIER
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O Homem e A Mulher
O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o Amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.
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Victor Hugo

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Mulher Especial

Há mulheres que são especiais.
Em
dadas circunstâncias, parecem princesas ou mesmo rainhas, pois encantam,
fascinam e mostram ter poderes de tal modo expressivos, diante dos
quais dobramos a cerviz.
Há ocasiões em que são como
administradoras ou economistas, quando se põem a organizar a vida do
lar, seus movimentos e despesas, tudo aquilo que se compra e o que se
põe na mesa, para a fruição de todos. Conseguem, muitas vezes, ajuntar
alguma quantia que sobra para momentos mais difíceis.
Quantas
vezes se mostram como agentes de disciplina? Alteiam a voz, como quem dá
voz de comando, ordenam, impactam com o tipo de inflexão que utilizam, e
põem, dessa maneira, tudo e todos em seus devidos lugares, dentro de
casa.
São quais colegas, quais colegiais, variadas vezes.
Envolvem-se com os petizes, brincam, jogam com eles; riem-se deles e com
eles, até o momento justo de estancar a brincadeira.
Mulheres há
que se tornam médicas ou enfermeiras, diante das necessidades dos seus
filhos. Acolhem-nos, preparam-lhes poções e chás diversos, e, muitas
vezes contrariando as instruções formais, dão-lhes xaropes e pastilhas.
Se enfermos, banham-nos, põem-nos em seus leitos, recobrem-nos,
acalentam e vigiam, dias ou noites, dias e noites, até que retornem à
saúde.
Mas, dentre essas mulheres incríveis, especiais de
verdade, temos aquelas que reúnem todas essas habilidades: são mestras,
são agentes disciplinares; são administradoras e economistas,
enfermeiras, psicólogas, são médicas. São cozinheiras, lavadeiras,
artesãs e fiandeiras. Conseguem ser governantas, serviçais e chegam a
ser santas.
Essas almas geniais de mulher são alimentadas pelo
estranho ideal de sempre entender, de atender e de sempre servir. São
companheiras próximas dos anjos, são servidoras de Deus e mensageiras da
vida. São nossas fãs, amigas extremadas para quem nunca há nada
impossível, quando se trata de atender-nos, de alegrar-nos, de
ajudar-nos.
São mulheres sem igual. Perfumam como flores, são
ardentes como a chama e brilham como estrelas. Nada obstante todos os
encômios que lhes possamos dirigir, o que é mais tocante, mais
comovente, é saber que uma dessas mulheres, incumbidas por Deus para
mudar o mundo, ajudando-o a ser melhor, a ser um campo bom de se viver,
tem uma missão particular.
Há uma mulher para quem o Criador
entregou a missão de cuidar-me, de fazer-me estudar para entender, de
ensinar-me a orar e a crescer, a respeitar a todos e a servir para o
bem. Essa mulher é um encanto em minha vida, e não há ninguém que se lhe
assemelhe. Ao vê-la, marejam-se-me os olhos e bate forte o meu coração.
Ela é tal qual amálgama de ouro e brilhante. Ela é, por fim, a luz que
torna meu caminho cintilante. É aquela a quem chamo de minha mãe.
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Ivan de Albuquerque
Raul Teixeira
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MENSAGEM DO ESE:
Desigualdade das riquezas
A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.
Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.
Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.
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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 8.)