segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Livro espírita e vida



 O pão elimina a fome.
O livro espírita suprime a penúria rural.

O traje compõe o exterior.
O livro espírita harmoniza o íntimo.

 O teto abriga da intempérie.
O livro espírita resguarda a criatura contra os perigos da obsessão.

 O remédio exclui a enfermidade.
O livro espírita reanima o doente.

 A cirurgia reajusta os tecidos celulares.
O livro espírita reequilibra os processos da consciência.

 A devoção prepara e consola.
O livro espírita reconforta e explica.

A arte distrai e enternece.
O livro espírita purifica a emoção e impele ao raciocínio.

 A conversação amiga e edificante exige ambiente e ocasião para socorrer os necessitados da alma.
O livro espírita faz isso em qualquer lugar e em qualquer tempo.

 A força corrige.
O livro espírita renova.

O alfabeto instrui.
O livro espírita ilumina o pensamento.

Certamente é dever nosso criar e desenvolver todos os recursos humanos que nos sustentem, e dignifiquem a vida na Terra de hoje;  todavia, quanto nos seja possível, auxiliemos a manutenção e a difusão do livro espírita que nos sustenta e dignifica a vida imperecível, libertando-nos da sombra para a luz, no Plano Físico e na Esfera Espiritual, aqui e agora, depois e sempre.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Caminho espírita
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05 de dezembro

Por que andar em círculos, com os olhos vendados e a mente fechada, sem conseguir ver a herança que é sua por direito? 

Perceba que não é no seu exterior que você tem que procurar por sabedoria, conhecimento e compreensão; tudo isso está dentro de você, esperando para ser trazido à tona. 

Quando você perceber isto, nunca mais vai achar que é menos inteligente que outros. 

As almas que percebem que tudo está contido dentro delas são capazes de entender tudo; todo um mundo novo é desvendado para elas.

 Você é um mundo, um mundo que contém luz, sabedoria, verdade e compreensão, tudo isto esperando para poder se manifestar.

 Portanto, pare de procurar fora de você. 

Aquiete-se e procure dentro de si mesmo. 

Aprenda a se entender e, consequentemente, você entenderá os outros, entenderá a vida e Me entenderá.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Os Inimigos Desencarnados

5 – O espírita tem ainda outros motivos de indulgência para com os inimigos. Porque sabe, antes de qualquer coisa, que a maldade não é o estado permanente do homem, mas que decorre de uma imperfeição momentânea, e que da mesma maneira que a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mal reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.

Sabe ainda que a morte só pode livrá-lo da presença material do seu inimigo, e que este pode persegui-lo com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra. Assim, a vingança assassina não atinge o seu objetivo, mas, pelo contrário, tem por efeito produzir maior irritação, que pode prosseguir de uma existência para outra. Cabia ao Espiritismo provar, pela experiência e pela lei que rege as relações do mundo visível com o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, pois a verdade é que o sangue conserva o ódio no além-túmulo. Ele dá, por conseguinte, uma razão de ser efetiva e uma utilidade prática ao perdão, bem como à máxima de Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que não se deixe tocar pelas boas ações, mesmo a contragosto. O bom procedimento não dá, pelo menos, nenhum pretexto a represálias, e, com ele se pode fazer, de um inimigo, um amigo antes e depois da morte. Com o mau procedimento ele se irrita, e é então que serve de instrumento à justiça de Deus, para punir aquele que não perdoou.

6 – Pode-se, pois, ter inimigos entre os encarnados e os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações, a que tantas pessoas estão expostas, e que representam uma variedade das provas da vida. Essas provas, como as demais, contribuem para o desenvolvimento e devem ser aceitas com resignação, como uma conseqüência da natureza inferior do globo terrestre: se não existissem homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao redor da Terra. Se devemos, portanto, ter indulgência e benevolência para os inimigos encarnados, igualmente as devemos ter para os que estão desencarnados.

Antigamente, ofereciam-se sacrifícios sangrentos para apaziguar os deuses infernais, que nada mais eram do que os Espíritos maus. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo vem provar que esses demônios não são mais do que as almas de homens perversos, que ainda não se despojaram dos seus instintos materiais; que não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício dos maus sentimentos, ou seja, pela caridade; e que a caridade não tem apenas o efeito de impedi-los de fazer o mal, mas também de induzi-los ao caminho do bem e contribuir para a sua salvação. É assim que a máxima: Amai aos vossos inimigos, não fica circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas integra-se na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

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O Evangelho Segundo o Espiritismo
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Livre-arbítrio


"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me."
- Marcos, cap. 8 v. 34

Nesta passagem, Jesus enfatiza a importância do livre-arbítrio com que somos todos aquinhoados.
A faculdade de escolha entre o bem e o mal nos pertence, como igualmente nos pertence a inteira
responsabilidade da opção efetuada.

O Mestre, hora alguma, nos engana com falsas promessas. Em mais de uma oportunidade, enfatiza
que tomar a iniciativa de acompanhá-lo não é fácil.

O crente que, de livre e espontânea vontade, desejar segui-lo, está avisado dos procedimentos
básicos para tal: negar a si mesmo e tomar a sua cruz!

Negar a si mesmo significa renunciar ao personalismo; tomar a sua cruz subentende arcar com as
inevitáveis consequências da ousadia...

Ele não nos traça nenhuma outra condição, nem efetua qualquer espécie de exigência.

O problema de seguir o Cristo diz respeito unicamente a nós, nos embaraços que possamos ocasionar
a nós mesmos, com o nosso exagerado apego às facilidades que nos habituamos a usufruir.

Quem se propõe ir com Ele não tem, pois, o direito de se queixar do caminho acidentado que
decide percorrer...

E mais: nenhum homem ignora para onde se dirige o Cristo, na escalada do monte dos mais ásperos
testemunhos !

- "Se alguém quer" - advertiu-nos -, o caminho é por aqui...
- "... e siga-me." Quer dizer: não faça perguntas e nem espere explicações !

Portanto, não se compreende o cristão que, por exemplo, se mostra desapontado ou, inclusive,
tendente a perder a fé, porque, na decisão que tomou de seguir o Cristo, em vez de aplausos,
esteja recebendo pedradas.

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(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)
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É dando que se recebe


A visão filosófica de Francisco de Assis é profundamente importante, permitindo-nos a compreensão maior do modo como ele viveu pelos caminhos do mundo.

O missionário incomparável lançou mão de instrumentos de vida muito especiais, como as coisas simples de seu tempo.

A percepção íntima de que, em última análise, ninguém é possuidor de coisa alguma no mundo das formas físicas, levou-o a continuadas renúncias e a uma viagem fundamental para dentro de si.

No íntimo de seu ser, encontrava a orientação segura de Jesus a propor que procurasse conquistar a si mesmo, pois aí estaria a riqueza verdadeira, a que não pode ser usurpada por nenhum gatuno, que nenhuma traça pode corroer e que não é consumida pela oxidação.

Entendia isso e percebia como são fugazes os haveres materiais. Como são perecíveis. Como são temporais. Tudo é extremamente vulnerável à ação indomável do tempo.

O pobrezinho de Assis nos clareia os caminhos, mostrando que devemos buscar sempre, em primeiro lugar, valores que pulsem no meio dessa atemporalidade.

O que pertence à alma é aquilo que essa alma pode conduzir consigo, onde quer que vá, onde quer que esteja.

Os únicos valores passíveis de impregnar a alma, tornando-se sua parte constitutiva, como brilho, cor, realidade, decorrem da frequência intensa, desenvolvida através do comportamento individual.

Na conclusão filosófica do jovem de Assis, é dando que se recebe, não registramos nenhuma referência a qualquer coisa material, mas às doações da alma.

É assim que, pelas leis da sintonia, da reciprocidade, ou de causa e efeito, concluiu que o que parte de nós é, de fato, o que a nós retorna.

A sementeira é sempre livre, mas a colheita é obrigatória.

Na figura apresentada por Jesus, o que se oferece ao solo, o solo devolve, ampliado, renovado, sejam aromas de flores, sejam espinhos.
* * *
Semeemos simpatia, e a teremos de volta. Espalhemos farpas e as veremos de retorno.

Distribuamos esperança e nós veremos esperançados. Semeemos agonia, e poderemos contar com a ação do desespero, logo mais.

Ofertemos nosso tempo precioso para atender ao próximo, e veremos que as preocupações do nosso próprio coração também estarão sendo atendidas.

Doemos nosso sorriso ao mundo e o mundo, dentro de nós, sorrirá satisfeito.

Perdoemos aquele familiar que falhou conosco mais uma vez, e perceberemos que, quando nós errarmos, encontraremos mais facilmente o auto perdão.

Semeemos a paz, o otimismo, em meio ao negativismo viciante dos dias atuais, e colheremos tranquilidade em meio ao caos, silêncio em meio à balbúrdia ensurdecedora.

É dando que se recebe. É dando-nos, doando-nos que receberemos a recompensa da consciência pacificada, cumpridora de todos os deveres para com Deus, o próximo e a nós mesmos.

Amemos e nós estaremos amando. Perdoemos e estaremos nos perdoando. Doemos e já estaremos recebendo.
Experimentemos a doce exortação de Francisco de Assis e nos sintamos em paz, desde agora.

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Redação do Momento Espírita, com base no cap.20 do livro A carta magna da paz, pelo Espírito Camilo,
psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.-
Pesquisa e formatação : MILTER- 01-12-2019
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