quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A respeito do seu cansaço


É compreensível que haja dias em que você se sinta, realmente, muito cansado, levando-se em consideração a vida agitada, os compromissos exigentes e a multiplicidade dos seus afazeres. Nobre será você, caso consiga dar conta de tudo com entusiasmo, por poder ser útil à existência. Feliz você é porque dispõe de energia e saúde para essas realizações.

Contudo, na faixa do seu cansaço, evite seguir reclamando. Afinal, os seus amigos apenas suportam a sua cantilena que apregoa o seu cansaço.

Recomendam as divinas leis a obediência à lei do repouso. Desse modo, caso esteja com as forças físicas em queda digna de atenção, ou se as suas capacidades psicológicas o ameaçam com sinais de pane, o caminho mais recomendável é o que o leva ao descanso ou aos cuidados profissionais compatíveis com a sua necessidade.

Perceba que a lamentação por cansaço não muda os quadros da sua vida.

Observe que quando você assume o mote do desgaste, custuma-se fazer repetitivo, impondo aos que o homenageiam com atenção algumas atitudes diante das suas lamúrias:

 concordam com você, para não desgostá-lo, ou silenciam, pensando no tempo que você joga fora, reclamando sem qualquer providência; 

se mostram indiferentes, porque nada podem fazer por você; 

se irritam e verbalizam o aborrecimento ou se afastam para não mais ouvir, porque, ao reclamar em demasia, você se torna inoportuno, excessivo, aborrecido.

Se o seu cansaço o preocupa, de fato, tome o caminho mais conveniente. Caso não possa fazê-lo por qualquer motivo, silencie, trabalhe e ore, buscando apoio e refazimento nas fontes benfazejas do Reino do Espírito.

Procure Jesus e entregue a Ele o seu cansaço e o seu descanso trabalhando sempre, já que você sabe que toda e qualquer ocupação que se faça útil, isso é trabalho.

Aprenda com os Avançados Espíritos, que repousam modificando as atividades, renovando desse modo as alegrias da alma.

O seu cansaço excessivo pode denotar a somatização dos seus aborrecimentos, frustrações, desgostos, incapacidade e limitações. Pode ser caminho para fugir de si mesmo, sem sucesso. Por isso é que encontramos os perenes cansados que, tendo tempo e chance para o lazer e o relaxamento, costumam regressar sempre mais cansados, invariavelmente, requerendo períodos cada vez maiores para isso.

Cuide-se, trate-se, mas renove-se também. Ilumine os campos internos da alma por meio de atividades que o enriqueçam espiritualmente, que o plenifiquem verdadeiramente. Evite reclamações sobre o seu estado de esgotamento e procure as suas verdadeiras razões para tratá-lo e viver feliz, tanto quanto a Terra pode permitir.

Meditação: O sono foi dado ao homem para reparação das forças orgânicas e também para a das forças morais. Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu por efeito da atividade da vigília, o Espírito vai retemperar-se entre os outros Espíritos.

(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 38)

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Joanes
Raul Teixeira
Obra: Para uso diário
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08 de outubro

Focalize seu olhar e visualize-se por inteiro, perfeito e criado à Minha imagem e semelhança.

Nunca se deprecie ou pense o pior de você mesmo.

Eleve seu pensamento e seja muito positivo sobre si mesmo.

Se você cometer erros, aprenda a perdoar e então siga em frente e para o alto.

Eu não vejo necessidade de você se martirizar e ficar andando por aí cheio de preocupação e autopiedade.

Você não percebe que quando age assim está se desligando de Mim e Eu não posso usá-lo?

Mantenha-se aberto: aprenda com seus erros.

Esqueça o ego completamente através do amor e do serviço prestado ao seu próximo.

Assim que você começar a pensar nos outros, o ego será esquecido.

O serviço é um grande curador, um grande renovador de equilíbrio e estabilidade.

Portanto, descubra o que você tem de melhor, no que você é bom, e quando você souber, vá em frente com todo o seu coração. Vá sempre em frente, nunca retroceda.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Capítulo 16 - Servir a Deus e a Mamon
Desigualdade das Riquezas

8 – A desigualdade das riquezas é um dos problemas que em vão se procuram resolver, quando se considera apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é a seguinte. Por que todos os homens não são igualmente ricos? Por uma razão muito simples: é que não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. Aliás, é uma questão matematicamente demonstrada que, supondo-se feita essa repartição, o equilíbrio seria rompido em pouco tempo, em virtude da diversidade de caracteres e aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente o necessário para viver, isso equivaleria ao aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e o bem-estar da humanidade; que, portanto, supondo-se que ela desse a cada um o necessário, desapareceria o estímulo que impulsiona as grandes descobertas e os empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em alguns lugares, é para que dos mesmos ela se expanda, em quantidades suficientes, segundo as necessidades. Admitindo-se isto, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Essa é ainda uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Ao dar ao homem o livre arbítrio, quis que ele chegasse, pela sua própria experiência, a discernir o bem e o mal, de maneira que a prática do bem fosse o resultado dos seus esforços, da sua própria vontade. Ele não deve ser fatalmente levado a um nem ao outro, pois então seria um instrumento passivo e irresponsável como os animais. A fortuna é um meio de prová-lo moralmente; mas como, ao mesmo tempo, é um poderoso meio de ação para o progresso, Deus não quer que permaneça improdutiva, e é por isso que incessantemente a transfere. Cada qual deve possuí-la, para exercitar-se no seu uso e provar a maneira por que o sabe fazer. Como há a impossibilidade material de que todos a possuam ao mesmo tempo, e como, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, e o melhoramento do globo sofreria com isso: cada qual a possui por sua vez. 

Dessa maneira, o que hoje não a tem, já a teve no passado ou a terá no futuro, numa outra existência, e o que hoje a possui poderá não tê-la mais amanhã. 

Há ricos e pobres porque, Deus sendo justo, cada qual deve trabalhar por sua vez. A pobreza é para uns a prova da paciência e da resignação; a riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação. Lamenta-se, com razão, o triste uso que algumas pessoas fazem da sua fortuna, as ignóbeis paixões que a cobiça desperta, e pergunta-se se Deus é justo, ao dar a riqueza a tais pessoas. 

É claro que, se o homem só tivesse uma existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens terrenos; mas, se em lugar de limitar sua vida ao presente, considerar-se o conjunto das existências, vê-se que tudo se equilibra com justiça. O pobre não tem, portanto, motivo para acusar a Providência, nem para invejar os ricos, e estes não o têm para se vangloriarem do que possuem. Se, por outro lado, estes abusam da fortuna, não será através de decretos, nem de leis suntuárias, que se poderá remediar o mal. As leis podem modificar momentaneamente o exterior, mas não podem modificar o coração: eis porque têm um efeito temporário e provocam sempre uma reação mais desenfreada. A fonte do mal está no egoísmo e no orgulho. Os abusos de toda espécie cessarão por si mesmos, quando os homens se dirigem pela lei da caridade.

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O Evangelho segundo o Espiritismo
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Acesse e leia, no link abaixo, uma mensagem do ESE que não esteja disponível neste Blog, visto que, conforme observado, as mensagens tendem a se repetir:


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3 comentários:

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