quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Convite à serenidade


A ansiedade, essa inquietude que toma conta do coração humano, é um desafio enfrentado por muitos em nossa jornada terrena.

É como uma tempestade que agita as águas serenas de nossa alma, trazendo pensamentos acelerados, preocupações incessantes e uma sensação constante de inquietude.

Por vezes, a ansiedade surge como uma resposta natural a situações desafiadoras que enfrentamos em nosso cotidiano.

Diante de incertezas, medos e expectativas, nosso corpo e mente reagem de maneira intensa, buscando uma resposta imediata para aquilo que nos aflige.

Quando nos deixamos dominar por ela, perdemos a capacidade de viver plenamente o momento presente, ficando presos em um ciclo de preocupações constantes que nos consome.

Diante desse desafio, é fundamental aprender a acalmar a alma inquieta, buscando formas saudáveis de lidar com ele.

Para tanto, aprendamos a cultivar a serenidade em meio às tormentas, buscando o equilíbrio entre as demandas da vida e a necessidade de cuidar de nosso bem-estar emocional.

A serenidade é uma espécie de acordo entre o dever e o direito, que se equilibram, a benefício de nós mesmos.

Quando conquistamos esse nível de consciência asserenada, não nos deixamos desestruturar, enfrentando qualquer situação que se apresente.

Como consequência, não entramos em aflição por causa de problemas existenciais ou pessoas difíceis, conferindo-lhes seus devidos níveis de importância.

Serenos, podemos nos considerar felizes, conservando a harmonia em qualquer situação.

Em equilíbrio emocional, não nos sentimos vítimas ante acontecimentos desagradáveis.
Conseguimos nos manter no caminho do meio, sem manifestações extremistas.

Não se trata de uma quietação exterior, ou de indiferença.
Ao contrário, uma demonstração de segurança, sem ansiedade de qualquer tipo.

Nosso modelo, Jesus, é nosso exemplo de serenidade.
De maneiras diferentes, seja no monte, proclamando o Sermão das Bem-aventuranças ou durante a crucificação, demonstrou segurança de si mesmo e confiança em Deus.

Assim também, Buda permaneceu entregue à paz, durante suas meditações, apresentando suas quatro nobres verdades ou quando sofrendo as terríveis perseguições dos seus declarados inimigos.

Compulsando a vida dos mártires, dos primeiros seareiros da Boa Nova, vamos encontrá-los firmes, serenos, em suas pregações, em seus martírios.

É a confiança no conhecimento que temos, que nos confere segurança, certeza do que somos, para que nos encontramos aqui e para onde seguimos.

Não nos permitamos, pois, perder a serenidade, em tempo algum.
Mantenhamo-nos lúcidos, perante os conflitos que nos envolvam, quaisquer que sejam.

Amemo-nos, elegendo para nós mesmos o melhor em termos de vida, de comportamento.

Se nos descobrirmos em erro, mesmo assim, não nos permitamos o desequilíbrio.
Arrependamo-nos, não deixando que a culpa nos perturbe as horas.

Recomponhamos os próprios passos, refaçamos atitudes, busquemos consertar equívocos cometidos.

Vivamos em serenidade, embora se apresente a borrasca ou os ventos tempestuosos nos desejem abalar.

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Redação do Momento Espírita, com base no cap.16, do  Momentos de Saúde, pelo Espírito Joanna de Ângelis,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.
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13 de setembro

Acredite interiormente que Eu nunca lhe dou para carregar um fardo além de suas forças, e que você não terá que carregá-lo só, porque EU ESTOU sempre com você.

Portanto, vamos fazer tudo juntos.

Se você realmente acreditar neste Meu apoio, você nunca mais sentirá que sua carga é pesada demais, mesmo que o peso das responsabilidades seja grande.

Eu necessito de almas dedicadas para que Eu possa trabalhar nelas e através delas, almas dispostas a compartilhar as responsabilidades sem se esquivar, dispostas a esquecer seu próprio ego e se dedicar totalmente ao Meu serviço e ao serviço de seus irmãos.

Você está disposto a isso?

Esta vida exige completa dedicação e coerência.

Você é consistente no trabalho que faz por Mim?

Você dedica cada dia ao Meu trabalho?

Você obedece ao Meu mais leve sussurro?

A essas alturas você já deve ter percebido que tudo só corre bem quando você Me ama verdadeiramente e Me coloca acima de tudo mais.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O orgulho e a humildade

Que a paz do Senhor seja convosco, meus queridos amigos! Aqui venho para encorajar-vos a seguir o bom caminho.

Aos pobres Espíritos que habitaram outrora a Terra, conferiu Deus a missão de vos esclarecer. Bendito seja Ele, pela graça que nos concede: a de podermos auxiliar o vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tomar compreensível a minha palavra, outorgando-me o favor de pô-la ao alcance de todos! Oh! vós, encarnados, que vos achais em prova e buscais a luz, que a vontade de Deus venha em meu auxílio para fazê-la brilhar aos vossos olhos!

A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidos são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo? Oh! não, pois que este sentimento nivela os homens, dizendo-lhes que todos são irmãos, que se devem auxiliar mutuamente, e os induz ao bem. Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do vosso corpo. Lembrai-vos dAquele que nos salvou; lembrai-vos da sua humildade, que tão grande o fez, colocando-o acima de todos os profetas.

O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometia o reino dos céus aos mais pobres, é porque os grandes da Terra imaginam que os títulos e as riquezas são recompensas deferidas aos seus méritos e se consideram de essência mais pura do que a do pobre. Julgam que os títulos e as riquezas lhes são deferidas; pelo que, quando Deus lhos retira, o acusam de injustiça. Oh! irrisão e cegueira! Pois, então, Deus vos distingue pelos corpos? O envoltório do pobre não é o mesmo que o do rico? Terá o Criador feito duas espécies de homens? Tudo o que Deus faz é grande e sábio; não lhe atribuais nunca as idéias que os vossos cérebros orgulhosos engendram.

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– Lacordaire. (Constantina, 1863.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, item 11.)
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Lutar sempre


Nunca te apoies no pessimismo para deixar de lutar.

O que os outros conseguem através do trabalho, obterás também, se tiveres paciência e perseverança.

Não pretendas iniciar a vida por onde outros a estão concluindo.

O êxito depende de muitas tentativas que não deram certo.

O fracasso sempre ensina o modo como não se devem fazer as coisas.

Insiste no teu serviço com otimismo e avança com vagar na direção da tua vitória.

Cada dia vencido são vinte e quatro horas que ganhaste.

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Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Obra: Vida Feliz
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Os Descobridores do Homem


Finda a leitura de alguns trechos da história de Job, a palestra na residência de Simão versou acerca da fidelidade da alma ao Pai Todo-Poderoso.

Diante da vibração de alegria em todos os semblantes, Jesus contou, bem-humorado:

— Apareceu na velha cidade de Nínive um homem tão profundamente consagrado a Deus que todos os seus contemporâneos, por isso, lhe rendiam especial louvor.

Tão rasgados eram os elogios à sua conduta que as informações subiram ao Trono do Eterno.

E, porque vários Arcanjos pedissem ao Todo-Poderoso a transferência dele para o Céu, determinou a Divina Sabedoria fosse procurado, na selva da carne, a fim de verificar-se, com exatidão, se estava efetivamente preparado para a sublime investidura.

Para isso, os Anjos Educadores, a serviço do Altíssimo, enviaram à Terra quatro rudes descobridores de homens santificados — e a Necessidade, o Dinheiro, o Poder e a Cólera desceram, cada qual a seu tempo, para efetuarem as provas indispensáveis.

A necessidade que, em casos desses, sempre surge em primeiro lugar, aproximou-se do grande crente e se fez sentir, de vários modos, dando-lhe privações, obstáculos, doenças e abandono de entes amados; entretanto, o devoto, robusto na confiança, compreendeu na mensageira uma operária celeste e venceu-a, revelando-se cada vez mais firme nas virtudes de que se tornara modelo.

Chegou, então, a vez do Dinheiro.

Acercou-se do homem e conferiu-lhe mesa lauta, recursos imensos e considerações sociais de toda sorte; mas o previdente aprendiz lembrou-se da caridade e, afastando-se das insinuações dos prazeres fáceis, distribuiu moedas e posses em multiplicadas obras do bem, conquistando o equilíbrio financeiro e a veneração geral.

Vitorioso na segunda prova, veio o Poder, que o investiu de larga e brilhante autoridade.

O devoto, contudo, recordou que a vida, com todas as honrarias e dons, é simples empréstimo da Providência Celestial e usou o Poder com brandura, educando quantos o rodeavam, por intermédio da instrução e do trabalho bem orientados, recebendo, em troca, a obediência e a admiração do povo entre o qual nascera.

Triunfante e feliz, o crente foi visitado, enfim, pela Cólera.

De maneira a sondar-lhe a posição espiritual, a instrutora invisível valeu-se dum servo fraco e ignorante e tocou-lhe o amor próprio, falando, com manifesta desconsideração, em assunto privado que, embora expressão da verdade, constituía certo desrespeito a qualquer pessoa de sua estatura social e indiscutível dignidade.

O devoto não resistiu.

Intensa onda sangüínea lhe surgiu no rosto congesto e ele se desfez em palavras contundentes, ferindo familiares e servidores e prejudicando as próprias obras.

Somente depois de muitos dias, conseguiu restaurar a tranqüilidade, quando, porém, a Cólera já lhe havia desnudado o íntimo, revelando-lhe o imperativo de maior aperfeiçoamento e notificando ao Senhor que aquele filho, matriculado na escola de iluminação, ainda requeria muito tempo, na experiência purificadora, para situar-se nas vibrações gloriosas da vida superior.

Curiosidade geral transparecia do semblante de todos os presentes, que não ousaram trazer à baila qualquer nova ponderação.

Estampando no rosto sereno sorriso, o Cristo terminou:

— Quando o homem recebe todas as informações de que necessita para elevar-se ao Céu, determina o Pai Amoroso seja ele procurado pelas potências educadoras.

A maioria dos crentes perdem a boa posição, que aparentemente desfrutavam, nos exercícios da Necessidade que lhes examina a resistência moral; muitos voltam estragados das sugestões do Dinheiro que lhes observa o desprendimento dos objetivos inferiores e a capacidade de agir na sementeira do bem; alguns caiem, desastradamente, pelas insinuações do Poder que lhes experimenta a competência para educar e salvar os companheiros da jornada humana, e raríssimos são aqueles  que vencem a visita inesperada da Cólera, que vem ao círculo do homem anotar-lhe a diminuição do amor próprio, sem a qual o espírito não reflete o brilho e a grandeza do Criador, nos campos da vida eterna.

O Mestre calou-se, sorriu compassivamente, de novo, e, porque ninguém retomasse a palavra, a reunião da noite foi encerrada.

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Neio Lucio
Chico Xavier
Obra: Jesus no lar
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QUANDO OS ANIMAIS “MORREM”


Chico, o que acontece quando os animais morrem? A gente cria apego aos bichinhos e...

À pergunta que um amigo lhe fizera, o médium respondeu:

— Alguns, como os Espíritos disseram a Allan Kardec, reencarnam de imediato, sendo, muitas vezes, quando há verdadeiro afeto entre eles, trazidos de volta aos seus donos... Outros ficam durante um tempo no Mundo Espiritual, muitas vezes se reencontrando com os seus antigos donos desencarnados, que continuam responsáveis por eles.

— Algum pode ir para outro mundo, igual ao nosso?...

— Acontece; no entanto é mais raro. Vejam vocês que o número de animais tem diminuído na Terra; muitas espécies estão em processo de extinção... Mas em algum lugar eles estarão vivendo!

E concluiu:

— Há muitas moradas na Casa do Pai para os animais também!...

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Obra: Chico Xavier, o Amigo dos Animais
Carlos A. Baccelli
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terça-feira, 12 de setembro de 2023

Dias Melhores


Não deixes que pensamentos sombrios tomem conta de ti.
*
Não te alimentes de pessimismo.
*
Quantos acabam perdendo a identidade, no labirinto de seus medos?
*
Coloca-te nas mãos de Deus e confia.
*
Quem se recusa a viver por receio da morte aniquila-se por antecipação.
*
Sofres de uma doença incurável? Quem to disse?! Para Deus, o impossível não existe.
*
Assim como células sadias se enfermam, células doentes podem se regenerar.
*
Tumores aparecem e desaparecem em teu corpo, sem que percebas, todos os dias.
*
Árvores de tronco carcomido resistem por séculos...
*
Espécies animais consideradas extintas de repente ressurgem.
*
Movimenta as tuas forças mentais em teu benefício.
*
Em espírito, sobrepõe-te ao corpo, e terás vida longa.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Dias Melhores
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12 de setembro

Muitas almas acham difícil aceitar seu relacionamento amoroso com todos os seres humanos.

Esta separação é a causa de todos os problemas do mundo, das rixas e das guerras.

Você deve começar pondo ordem em si mesmo e nas suas relações pessoais.

Pare de apontar o dedo e fazer críticas às almas com as quais você não simpatiza.

Ponha sua própria casa em ordem.

Você tem falhas suficientes para mantê-lo ocupado, não precisa ficar acusando e criticando os outros.

Se você está disposto a encarar e consertar suas próprias falhas, então você será capaz de ajudar seu próximo apenas com seu exemplo, mas não com críticas, intolerância e palavras.

Ame seus irmãos como Eu o amo.

Ajude-os, abençoe-os, encoraje-os e enxergue neles somente o melhor.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Causas anteriores das aflições (III)

Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado. Pode, pois, um Espírito haver chegado a certo grau de elevação e, nada obstante, desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missão, uma tarefa a executar, pela qual tanto mais recompensado será, se sair vitorioso, quanto mais rude haja sido a luta. Tais são, especialmente, essas pessoas de instintos naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos, que parece nada de mau haverem trazido de suas precedentes existências e que sofrem, com resignação toda cristã, as maiores dores, somente pedindo a Deus que as possam suportar sem murmurar. Pode-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam queixas e impelem o homem à revolta contra Deus.

Sem dúvida, o sofrimento que não provoca queixumes pode ser uma expiação; mas, é indício de que foi buscada voluntariamente, antes que imposta, e constitui prova de forte resolução, o que é sinal de progresso.

Os Espíritos não podem aspirar à completa felicidade, enquanto não se tenham tornado puros: qualquer mácula lhes interdita a entrada nos mundos ditosos. São como os passageiros de um navio onde há pestosos, aos quais se veda o acesso à cidade a que aportem, até que se hajam expurgado. Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se vão expungindo, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio.

Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à idéia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, itens 9 e 10.)
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Ensino da luz


- Senhor - disse Tadeu a Jesus, após o dia de trabalho estafante -, qual é o nosso dever maior, na execução do Evangelho para a redenção das criaturas?

O Mestre fitou o céu azul em que nuvens pequeninas semelhavam estrigas de linho alvo.
E falou em seguida:

- Em meio de grande tempestade, inúmeros viajantes se recolheram a enorme casarão que se assemelhava a um labirinto. Porque sentissem medo uns dos outros, cada qual se
escondeu nos quartos mais internos e, vindo a noite, em vão procuraram o lugar de saída.
Começou, então, enorme conflito. Lamentos. Pragas. Assaltos. Correrias. Pancadas. Crimes nas trevas. Um homem, que por ali passava, ouviu os rogos de socorro que partiam do
infortunado reduto e, longe de gritar ou discutir, acendeu a sua candeia e passou entre os amotinados, em profundo silêncio. Bastou a luz dele para que todos percebessem os
disparates que vinham fazendo, ao mesmo tempo que encontravam, por si mesmos, a porta libertadora.

O Mestre fez grande intervalo e voltou a dizer:

- Se a luz do bom exemplo estiver entre nós, os outros perceberão, com facilidade, o caminho.

- E que fazer, Senhor, para semelhante conquista?

Jesus, continuando em sua contemplação do céu, como exilado buscando alguma visão da
pátria longínqua, aclarou docemente:

- Procuremos o Reino de Deus e a sua justiça, isto é, vivamos no amor puro e na consciência tranquila...E tudo o mais ser-nos-á acrescentado.

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Hilário Silva
Chico Xavier
Obra: Vida Escreve
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Opiniões divergentes


Cada qual, sendo uma criação originalíssima de Deus, não é de estranhar a divergência de opiniões entre as pessoas.

O importante para a paz é que se concorde no essencial.

Não inibas a independência psicológica daqueles com os quais foste chamado a viver, impondo-lhes as tuas idéias.

Exulta com o crescimento intelectual dos que te rodeiam e não lhes cerceies a liberdade de expressão.
A sabedoria está mais em saber ouvir do que em falar.

A razão nunca está ao lado de quem agride verbalmente o seu interlocutor.

Somente da interpretação que cada um te oferece da Verdade é que te será possível compreendê-la integralmente.

Assim, por mais simplória te pareça, jamais desconsideres a opinião de quem quer que seja.

No Evangelho, o Senhor rende graças ao Pai por ter ocultado certas coisas aos doutos e aos sábios e as revelado aos pequeninos.

Às vezes, pela voz de quem habitualmente desconsideras a opinião, o Céu te faz chegar aos ouvidos as mais preciosas advertências.

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Irmão José
Carlos Baccelli
Obra: Teu Lar
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Passo a passo


Todos nós — os Espíritos em evolução na Terra — somos seres incompletos, reclamando educação e aperfeiçoamento. Somos criaturas humanas, diremos nós, e a vida acrescenta que somos criados para a aquisição de qualidades divinas. Reflitamos nisso e ser-nos-á fácil reconhecer que tão-só entraremos na posse de semelhantes luzes confiando-nos a elas pelo trabalho persistente no bem de todos até que a sombra da nossa inferioridade se dissipe inteiramente.

Iniciemo-nos pelos degraus mais simples.

Sabemos que o egoísmo nos enregela. Empenhemo-nos a desterrá-lo de nós, abrindo-nos ao influxo da abnegação tanto quanto se nos faça isso possível.

Estamos convencidos de que o ressentimento nos induz ao desequilíbrio. Dediquemo-nos a perdoar todas as ofensas, sejam quais forem, procurando claramente esquecê-las.

Não ignoramos que o hábito de reclamar contra as faltas alheias nos emoldura a imagem pessoal na aspereza e na antipatia suscetíveis de nos entravarem a marcha rumo à frente.
Eduquemos os próprios impulsos na escola da compreensão e da paciência, e, para logo, perceberemos que os outros não conseguem efetuar o aprimoramento espontâneo carregando impedimentos e lutas que também nos ocorrem.

Não desconhecemos que a sovinice nos resseca o sentimento.
Aprendamos a doar do que sejamos e do que temos a benefício do próximo, a fim de desabotoar, no próprio íntimo, as fontes do amor sempre mais puro.

A pedra, antes de transfigurar-se em obra-prima, é talhada e burilada segundo o plano a que deva servir.

Disciplina precede espontaneidade.

O mal expressando ignorância e a treva, significando o erro da perturbação a que tantas vezes nos arrojamos sem perceber, constituem o montante de nossas imperfeições a manifestar-se, entretanto quanto mais nos entregarmos ao bem e à luz mais amplamente conquistaremos as qualidades divinas a que todos nós nos endereçamos, porque o bem e a luz em nós são, em tudo, a parte crescente e inalienável de Deus.

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Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Cartas do Alto
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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Depressão e espiritismo


Pergunta: Nós temos hoje casos de pessoas com depressão e gostaria de saber tua opinião sobre as causas dessas depressões, e se também o Espiritismo atua numa forma de colaborar na diminuição desses casos.

Resposta de Raul Teixeira: Nós verificamos nesta atualidade algo muito curioso; existem pessoas que teimam em estabelecer que tudo é espiritual e que o Espiritismo tem que ter uma resposta para tudo como se fosse uma panaceia, e isso não é verdade. O Espiritismo tem respostas para aquilo que lhe é respostável, para aquilo que pode ser respondido espiritualmente. Mas no caso da depressão, nós temos uma bifurcação aí, porque há processos depressivos que a medicina chama de endógenos; são esses processos que nascem com o indivíduo, o indivíduo tem disposições neurológicas, cerebrais que o predispõem à depressão. Neste caso não há Espiritismo que dê jeito, ele precisará procurar um psiquiatra, ele precisará de recursos medicamentosos para equilibrar todos os elementos neurológicos que estão desestruturados em sua intimidade. Logo, há casos de depressão para os quais o Espiritismo não é a melhor indicação; é o psiquiatra, é a medicina. Mas há casos de depressão motivados por indução espiritual, mentes exteriores às nossas que incidem sobre as nossas com suas inspirações inferiores, malévolas, e a criatura acaba adentrando por processos depressivos porque essas entidades acordam na memória do ser memórias infelizes do passado, desejos atormentadores que a criatura está lutando por sufocar, por abafar, mas ainda não trabalhou para transformar. Então, quando esses desejos vêm à tona, o indivíduo entra em depressão, porque era tudo que ele não gostaria, de modo que neste caso a proposta espírita tem sentido, porque vai trabalhar espiritualmente através da fluidoterapia, através da mediunidade, através de vários trabalhos de orientação que permitem ao indivíduo modificar esse quadro mental, porque não é uma coisa fixada nele, é uma coisa que está passando por ele; não é como a depressão endógena que está fixada no seu sistema neurológico, que está fixada no seu organismo, é algo que atua sobre sua mente e que daqui a pouco pode ser alijado, e por causa disto o Espiritismo tem sim resposta para estes casos, tem ajuda para esses casos, embora não tenha para os casos endógenos.

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Raul Teixeira
Extraído de entrevista à Rádio Transamérica, de São Miguel do Oeste, SC.
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11 de setembro

Só depois de colocar em prática o que você aprendeu é que você vai saber se funciona.

Pode funcionar para os outros, mas, e para você?

Lembre-se, você não pode se apropriar das experiências espirituais de outra pessoa.

Ler, ouvir e falar sobre elas pode ajudar, mas depende de você viver e praticá-las em sua própria vida se você quer viver pelo Espírito, pela fé.

Ninguém pode viver esta vida por você.

Cada alma é completamente livre para fazer sua própria escolha.

Qual foi a sua escolha?

Você vai ficar sentado para o resto da vida ouvindo sobre as experiências dos outros?

Ou você vai começar aqui e agora a viver uma vida plenamente dedicada a Mim, colocando em prática todas aquelas maravilhosas lições que você tem aprendido para ver se funcionam?

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

Convidar os pobres e os estropiados. Dar sem esperar retribuição

Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem os vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem os vossos parentes, nem os vossos vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vós receberam. — Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos. — E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos.

Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 12 a 15.)

“Quando derdes um festim, disse Jesus, não convideis para ele os vossos amigos, mas os pobres e os estropiados.” Estas palavras, absurdas, se tomadas ao pé da letra, são sublimes, se lhes buscarmos o espírito. Não é possível que Jesus haja pretendido que, em vez de seus amigos, alguém reúna à sua mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada e, para os homens incapazes de apanhar os delicados matizes do pensamento, precisava servir-se de imagens fortes, que produzissem o efeito de um colorido vivo. O âmago do seu pensamento se revela nesta proposição: “E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir.” Quer dizer que não se deve fazer o bem tendo em vista uma retribuição, mas tão-só pelo prazer de o praticar. Usando de uma comparação vibrante, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, pois sabeis que eles nada vos podem retribuir. Por festins deveis entender, não os repastos propriamente ditos, mas a participação na abundância de que desfrutais.

Todavia, aquela advertência também pode ser aplicada em sentido mais literal. Quantos não convidam para suas mesas apenas os que podem, como eles dizem, fazer-lhes honra, ou, a seu turno, convidá-los! Outros, ao contrário, encontram satisfação em receber os parentes e amigos menos felizes. Ora, quem não os conta entre os seus? Dessa forma, grande serviço, às vezes, se lhes presta, sem que o pareça. Aqueles, sem irem recrutar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIII, itens 7 e 8.)
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Tu e tua casa


“E eles disseram: Crê no Senhor Jesus-Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa.” – (Atos, 16:31.)

Geralmente, encontramos discípulos novos do Evangelho que se sentem profundamente isolados no centro doméstico, no capítulo da crença religiosa.

Afirmam-se absolutamente sós, sob o ponto de vista da fé. E alguns, despercebidos de exame sério, tocam a salientar o endurecimento ou a indiferença dos corações que os cercam. Esse reporta-se à zombaria de que é vítima, aquele outro acusa familiares ausentes.

Tal incompreensão, todavia, demonstra que os princípios evangélicos lhes enfeitam a zona intelectual, sem lhes penetrarem o âmago do coração.

Por que salientar os defeitos alheios, olvidando, por nossa vez, o bom trabalho de retificação que nos cabe, no plano da bondade oculta?

O conselho apostólico é profundamente expressivo.

No lar onde exista uma só pessoa que creia sinceramente em Jesus e se lhe adapte aos ensinamentos redentores, pavimentando o caminho pelos padrões do Mestre, aí permanecerá a suprema claridade para a elevação.

Não importa que os progenitores sejam descrentes, que os irmãos se demorem endurecidos, nem interessam a ironia, a discussão áspera ou a observação ingrata.

O cristão, onde estiver, encontra-se no domicílio de suas convicções regenerativas, para servir a Jesus, aperfeiçoando e iluminando a si mesmo.

Basta uma estaca para sustentar muitos ramos. Uma pedra angular equilibra um edifício inteiro.

Não te esqueças, pois, de que se verdadeiramente aceitas o Cristo e a Ele te afeiçoas, serás conduzido para Deus, tu e tua casa.

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EMMANUEL
(do livro “Vinha de Luz” – psic. Chico Xavier)
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Indagação e Resposta


Possivelmente, você também será daqueles companheiros do mundo físico que indagam pela razão dos mentores desencarnados transmitirem tantas mensagens de essência filosófica, mormente baseadas nos ensinamentos do Cristo.

Responderemos que uma pergunta dessas equivale à inquisição que alguém formulasse sobre o motivo de tantas escolas para os que vivem na Terra.

A verdade é que todos os irmãos do Plano Físico queiram ou não, acreditem ou não acreditem virão ter conosco, mais hoje ou mais depois de amanhã, e cabe-nos diminuir o trabalho que, porventura, nos venham a impor, ao abordarem o nosso campo de vivência espiritual, já que somos todos uma só família, perante Deus.

Examinem vocês algumas das perguntas que nos são desfechadas, com absoluta sinceridade, por milhares de companheiros que se conscientizam, quanto à própria desencarnação:

"Onde se localiza o Céu dos bem-aventurados."
"Onde residem os anjos."
"Porque Deus em pessoa, não dispôs a vir recebê-los."
"Porque Jesus lhes foge à visão, se viveram orando e confiando no Divino Mestre."
"Porque sofreram tanto."
"Porque não conseguem conversar imediatamente com os familiares que ficaram à distância."
"Porque são convidados a trabalhar se tanto esperaram pelo descanso."
"Porque não foram avisados sobre o dia da volta à Verdadeira Vida."
"Porque não conseguem alterar os testamentos que deixaram no mundo."
"Em que lugar estarão os infernos."
"Onde estão encravados os purgatórios."
"Como será o repouso que lhes será concedido se não enxergam amigo algum que não seja em trabalho árduo."
"Porque as entidades angélicas não lhes dispensam as atenções de que se julgam merecedores."

Para resumir, dir-lhes-ei que, há dias, um amigo nosso, devotado obreiro do Bem, na Espiritualidade, foi questionado por um irmão recém-vindo da Terra, dentre aqueles que lhe recebiam diretrizes, sobre o melhor meio pelo qual conseguiriam enxergar alguns demônios.

Com o melhor humor, o companheiro respondeu:

- Meu filho, lamento muito, mas não tenho aqui um espelho para nós dois.

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Chico Xavier
André Luiz
Obra: Endereços da paz
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Auxilia enquanto é hoje


Recorda que, um dia, demandarás também o grande país da morte.

Sentirás o frio do túmulo a envolver-te o raciocínio, até que a luz te bafeje o espírito renovado. Nem por isso, deixarás de ouvir as palavras que o verbo humano pronuncie em tua memória e, em plena transformação, receberás o impacto de todos os pensamentos formulados na Terra a teu respeito.

Então suspirarás pela benevolência do próximo para que as tuas boas intenções sejam tomadas em conta no julgamento de teus dias.

Sofrerás no coração a crítica e a malevolência, a mágoa e a acusação com que te envolvam o nome, tanto quanto regozijar-te-ás com as vibrações de carinho e com as preces de amor endereçadas ao teu Espírito.

Reflete nessa lição do amanhã inevitável, fazendo-te, agora, mais humano e mais doce, em recordando os mortos que são mais vivos que tu mesmo, na imortalidade renascente.

Ainda mesmo no comentário, em torno daqueles que se arrojaram às trevas, pensa nas boas obras que terão inutilmente desejado praticar durante a permanência no corpo e lembra-te das esperanças que lhes teceram no mundo os primeiros sonhos…

Medita nas lágrimas ocultas que choraram sem consolo, nas aflições e remorsos que lhes vergastaram a consciência, mas não te confies à cultura da reprovação e do ódio, destacando-lhes o lado obscuro e amargo da vida…

Procura enxergar o bem que os outros ainda não perceberam, auxilia onde muitos desistiram do perdão, ajuda onde tantos desertaram da caridade, e estarás acendendo piedosa luz para teus próprios pés, à maneira de lâmpada suave e amiga, com que te erguerás, desde hoje, muito acima da sombra espessa e triste da morte.

🌿🥀🌿
Emmanuel
Chico Xavier
Obra: Instrumentos do tempo
🌿🥀🌿

domingo, 10 de setembro de 2023

Erradicação do mal



Com exceção daqueles que vivem na Terra, no desempenho de tarefas especializadas de amor e elevação, todos os Espíritos que se encarnam ou reencarnam no mundo se conservam no Plano físico, assinalados em compromissos diversos, como sejam:

necessidades de evolução;

imperativos de burilamento;

encargos expiatórios;

supressão de conflitos.

 Em vista disso, as piores calamidades suscetíveis de ocorrer na existência particular da criatura serão sempre:

não conhecer obstáculos;

ignorar limitações;

jamais facear o peso do fracasso;

não ter opositores;

não atravessar desilusões;

não suportar, alguma vez o vazio da solidão.

Isso porque só a crise e o sofrimento realizam a mudança e só a mudança determina a renovação, através da qual o bisturi da vida pode fazer a erradicação do mal, no âmago de nós mesmos.

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Albino Teixeira
Chico Xavier
Obra: Paz e renovação
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10 de setembro

Quando você planta uma semente na terra, ela pode se parecer com qualquer outra semente, marrom e seca, sem nenhum sinal aparente de energia vital.

No entanto, você a coloca na terra com confiança, e no momento certo ela começa a crescer.

Ela sabe exatamente no que ela vai se transformar.

Você só sabe o que plantou porque estava escrito na embalagem, mas você acredita que determinada planta vai nascer daquela semente, e é o que acontece.

Quando você planta ideias e pensamentos certos em sua mente, você deve fazê-lo com absoluta confiança, acreditando que somente o que é perfeito vai nascer.

A medida que sua confiança se torna mais forte e inabalável, essas ideias e pensamentos construtivos começam a crescer e se desenvolver.

Assim você alcança o sucesso em tudo.

É o poder interior presente em cada um de nós que faz o trabalho. SOU EU dentro de você.

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Abrindo Portas Interiores
Eileen Caddy
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MENSAGEM DO ESE:

O argueiro e a trave no olho

Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? — Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? — Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)

Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente.

Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Com efeito, como poderá um homem, bastante presunçoso para acreditar na importância da sua personalidade e na supremacia das suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ressaltar em outrem o bem que o eclipsaria, em vez do mal que o exalçaria? Por isso mesmo, porque é o pai de muitos vícios, o orgulho é também a negação de muitas virtudes. Ele se encontra na base e como móvel de quase todas as ações humanas. Essa a razão por que Jesus se empenhou tanto em combatê-lo, como principal obstáculo ao progresso.

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(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, itens 9 e 10.)
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A caminho do Alto


Escuta, alma querida,

Quando a prova te alcança

E o sofrimento te golpeia a vida,

Impondo-te cansaço e insegurança;

Quando a aflição te cerca e te subjuga,

Portas a dentro de teu próprio ser,

Sem apelos à fuga

Em que te possas esconder,

Indagas, quase sempre,

De ânimo frustrado

Revelando revolta amarga e triste:

— Se Deus é Amor Eterno e Ilimitado,

Por que razão a dor existe?

Por que ao sonho se seguem, com frequência,

O fel, o desengano, a desventura

Que nos induzem a existência

Ao vasto espinheiral

Em que a nossa esperança se enclausura?

E guardando-te, a sós, sob angústia mortal,

Certas vezes, de anseio em desalinho,

Quererias fugir de teu próprio caminho…

Entretanto, alma boa,

Se algo te feriu, não te agastes, perdoa…

E, sobretudo, raciocina

Que a dor lembra o esmeril da Lei Divina

Que, em nos tocando, nos aperfeiçoa.

Tudo o que te garante o próprio alento

Passou por disciplina e sofrimento.

Sem que a ovelha aceitasse os golpes da tosquia,

Não terias a lã que te guarda o calor;

Sem que o minério padecesse um dia

O fogo abrasador,

Não dispunhas da casa, em fina arquitetura,

Sobre vigas leais de sólida estrutura;

Sem árvores tombando, a rude corte,

Não fruías na própria residência

O ambiente ideal em que se te conforte

A energia precisa às lutas da existência;

A dentes de serrote, a natureza

Formou, em teu auxílio, o refúgio da mesa,

E o trigo que passou pela trituração,

Em qualquer tempo, é a base de teu pão.

Não acuses a dor que te procura

A fim de preparar-te a grandeza futura,

Sem ela que nos frena e regenera,

Estaríamos nós, provavelmente,

Na condição da fera

Sob a selvageria permanente.

Por fim, alma querida, considera:

De heróis que já tivemos,

Almas gigantes na sabedoria,

Corações a brilhar, nos ápices supremos

Da beleza imortal que se irradia

Dos tesouros do amor.

De todos os apóstolos da História

Que apontaram a Vida Superior

De que o mundo conserva algum indício,

Aquele que nos deu, constantemente,

O sentido da dor

Por fonte renascente

De ascensão e nobreza, vida e luz,

Com bases sobre o próprio sacrifício,

Esse herói foi Jesus.

🍃🍄🍃
Maria Dolores
Chico Xavier
Obra: Caminhos do amor
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A influência dos seres invisíveis na vida humana


A crença na influência de seres invisíveis na vida dos homens existe desde os princípios da história. Os povos antigos, como os romanos, gregos e egípcios acreditavam em deuses de forma humana, que interferiam diretamente em suas ações. Com o passar dos tempos, outras crenças foram se difundindo, como as figuras dos anjos e santos, capazes de promoverem os milagres e protegerem as pessoas, e o chamado diabo, feitor das tentações e do sofrimento da humanidade. Com a chegada da Doutrina Espírita, uma nova interpretação sobre os seres invisíveis foi colocada.

Ensina o Espiritismo que os homens que viveram na Terra, ao deixarem o corpo físico através da morte, continuam a viver em um outro plano, chamado mundo espiritual, onde habitam as almas. Jesus sustenta esta tese quando afirma ser a verdadeira morada do espírito a vida espiritual.

Naquele lado invisível, as almas, ou espíritos, levam o que tiverem acumulado de virtudes ou defeitos adquiridos durante a existência material, ou encarnação. Os homens bons trazem consigo a caridade que praticavam, a paz de espírito e a benevolência. Vivem em um lugar feliz e trabalham constantemente pelo progresso de nosso Planeta. Podem ajudar as pessoas encarnadas que lhes pedem auxílio. São o que o povo chama de anjos, santos ou simplesmente Espíritos bons ou superiores. Quando dirigimos preces a Deus, Ele nos atende através desses seres bondosos, inspirando-nos coragem na vida, fortalecendo-nos nos bons propósitos e, às vezes, trazendo-nos a cura para uma doença ou desequilíbrio psíquico.

Já os homens que quando encarnados se detiveram na prática do mal, levam para o plano espiritual suas más tendências.

Continuam sua atividade perniciosa, inspirando os que continuam na vida material, todos os vícios e defeitos que ainda estão apegados. São os chamados diabos, demônios ou simplesmente maus Espíritos. Podem, com sua maldade e ódio, atrapalhar a vida dos homens, perturbando o sono, a vida familiar, profissional e até causar doenças. Entre a classe dos bons e dos maus Espíritos está a categoria de Espíritos comuns. São seres que quando encarnados não se detinham nem muito no bem, nem tanto no mal. São em maior quantidade, já que assim age a maioria dos homens. Esta classe de Espíritos quase que não tem influência sobre os encarnados. Todo homem sofre constantemente as influências dos bons ou dos maus Espíritos.

Porém, cada um tem a liberdade de ceder ou não às boas ou más inspirações. Depende do indivíduo, com seu livre-arbítrio, dar vazão à interferência dos Espíritos na sua vida. Aqueles que procuram fazer o bem, evitar o vício, praticar a caridade e, principalmente, cultivar bons pensamentos estão mais facilmente ligados aos bons Espíritos. Vivendo dessa forma, dificilmente um Espírito maldoso poderá prejudicá-lo. No entanto, aqueles que convivem normalmente em ambientes viciosos, com o excesso de bebida, cigarro, drogas, sexo desregrado, que se satisfazem na ociosidade terão mais afinidade com seres espirituais atrasados, apropriados a esses vícios materiais. Essas entidades poderão, inclusive, influenciá-los em defeitos mais graves, como o crime, a desonestidade, o adultério, a mentira, enfim, tudo o que leva o homem ao caminho da ruína. Palavras e pensamentos perniciosos, falta de apego a uma religião, o desinteresse pelos problemas alheios, o pessimismo, o orgulho são formas mentais que atraem interferências negativas.
Com elas, o desequilíbrio espiritual e material não tardará a acontecer.

Quando temos esse posicionamento incorreto frente a vida, dificilmente os anjos, ou bons Espíritos, conseguem nos ajudar, por mais que tentem.
Tudo é uma questão de afinidade. Se insistirmos em manter nossos pensamentos voltados para os vícios e prazeres exagerados estaremos impedindo que as boas influências cheguem até nossas mentes.

Diante deste mecanismo de intercâmbio entre o visível e o invisível, onde cada um recebe de acordo com sua conduta diária, precisamos buscar a mudança de nosso comportamento, caso queiramos receber as boas inspirações do mais alto.
Não precisamos, nem conseguiremos, transformarmo-nos em "santos" do dia para a noite.

Imperfeições todos temos. Deus conhece nosso íntimo e sabe o quanto é difícil livrarmo-nos delas.
Porém, para que estejamos aptos a ter a companhia dos bondosos amigos espirituais devemos nos pautar pelas orientações do Evangelho de Jesus Cristo, cultivar amizades sadias, sermos úteis à comunidade da qual fazemos parte e lutarmos contra os maus pensamentos que às vezes tentam nos levar a atitudes incorretas.

Agindo assim, com certeza não deixaremos que influências espirituais perniciosas possam prejudicar nossas vidas.

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Carlos Alexandre Fett
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Prece em desobsessão


Deus de Infinita Bondade!

Na supressão dos conflitos, em que nos inimizamos uns com os outros, induze-nos a ver, na condição de perseguidos, se não temos sido perseguidores.

Em colhendo aflições e lágrimas, faze-nos observar se não temos semeado lágrimas e aflições nas estradas alheias.

Ajuda-nos a receber ofensas por medicação que nos cure as enfermidades do Espírito, e a acolher em nossos adversários instrumentos da vida, que nos experimentam a capacidade de compreender e servir, conforme os preceitos que Jesus exemplificou.

Não nos deixes, oh! Pai de Misericórdia, identificar nos companheiros menos felizes que nos imponham problemas senão irmãos com que necessitamos recompor o próprio caminho, em bases de fraternidade e de paz.

Auxilia-nos a verificar que todo processo de obsessão é compartilhado pela vítima e pelo agressor; leva-nos a reconhecer que unicamente com a luz do bem é que dissiparemos a sombra do mal; e ensina-nos oh! Deus de Infinita Sabedoria, que o amor, — e só o amor, — é a tua vontade para todas as criaturas, em toda parte e para sempre.

Assim seja.

🍃🍄🍃
Albino Teixeira
Chico Xavier
Obra: Paz e renovação
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